sexta-feira, 1 de julho de 2016

ENCONTROS, ETC.: GUARATIBA, VARGENS, MARECHAL HERMES PATRIMÔNIO CULTURAL


DIVULGAÇÃO


02/07/2016



02/07/2016



05/07/2016



09/07/2016

Museu da Humanidade / IPHARJ - Evento ligado à História da fundação de Marechal Hermes, em 1913, como o primeiro bairro proletário do país. O ensejo do evento foi a doação de uma importante documentação reunida, naquela época, pelo jornalista Pinto Machado. Fundado em 1° de maio de 1913, Marechal Hermes foi o primeiro bairro operário planejado do Brasil. Estritamente residencial, com direito a ampla rede de serviços públicos como escolas, hospitais e teatro, o bairro de Marechal Hermes nasceu como vila proletária, idealizada pelo então Presidente da República Marechal Hermes da Fonseca.

Claudio Prado de Mello



10/07/2016
Passeios a pé e gratuitos pelo Centro do Rio


"No dia 10 de julho acontece a segunda aula passeio, ‘Dos Lamentos do Cais do Valongo aos Simbólicos Batuques da Pedra do Sal e Emissões da Rádio Nacional’. O horário é às 10h, na esquina das ruas Sacadura Cabral e Camerino. A caminhada segue em direção ao Cais do Valongo,  tombado pela Unesco, por ser o ancoradouro que recebeu o maior número de escravos no mundo. No percurso, espaços como Trapiche Gamboa, Pedra do Sal, Nova Praça Mauá, entre outros".



12/07/2016

Palácio Tiradentes
Rua Primeiro de Março, s/nº (Praça XV de Novembro)


quinta-feira, 30 de junho de 2016

O MP E AS GRANDES OBRAS NO RIO*, de Patrícia do Couto Villela

*Publicado originalmente no jornal O Globo em 28/06/2016

“Há uma investigação na qual são analisadas as alegadas irregularidades nas parcerias público-privadas celebradas entre o município e as construtoras”


The golf course for the 2016 Olympics is being built in this ecologically sensitive area, which is supposed to be protected by law. (Photo by Elena Hodges)


No último dia 23/06 reproduzimos o artigo publicado, na véspera, no Jornal O Globo CARTEL DE OBRAS E MINISTÉRIO PÚBLICO, de Luiz Alfredo Salomão e Antonio Carlos Barbosa, no qual os autores afirmavam que “As diversas PPPs celebradas com as empreiteiras, que cartelizaram as grandes obras públicas na cidade, são uma ameaça perigosa”, e questionava a ação - ou a falta destas - do Ministério Público Estadual MP-RJ, “apesar das inúmeras denúncias, especialmente no GLOBO, e dos currículos daquelas empreiteiras na Lava-Jato”.

Alguns dias depois a resposta do MP veio no artigo de Patrícia do Couto Villela, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Cidadania do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, publicado no mesmo jornal, e que também é oportuno divulgar na sequência do assunto.

A autora esclarece que há dezenas de investigações em curso e menciona a análise de “irregularidades na execução das obras de reforma no Estádio João Havelange; nos valores gastos com placas de sinalização para as Olimpíadas; na construção de infraestrutura urbana para implementar o loteamento que recebeu a Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca; nos projetos e obras referentes ao Parque Olímpico, no qual se recomendou a adoção de providências regularizadoras; na redução de limites de parque natural para a construção do campo de golfe; na construção do Pavilhão 6 do Riocentro, que receberá as competições de boxe; nas obras do Porto Maravilha; na fatídica queda de parte da Ciclovia Tim Maia etc.”, bem como analisam “as alegadas irregularidades nas parcerias público-privadas celebradas entre o município do Rio e as construtoras mencionadas pelos referidos indivíduos em seu arrazoado”, entre outros itens.

Os esclarecimentos prestados no artigo são um alento. Aguardemos as descobertas sobre o mistério dos Pacotes Olímpicos. No parágrafo anterior estão links para alguns posts que analisaram os assuntos mencionados.

Boa leitura.
Urbe CaRioca



Vila dos Atletas. Imagem: Arcoweb


PATRÍCIA DO COUTO VILLELA

Os grandes eventos esportivos organizados no Rio de Janeiro nos últimos anos exigiram a realização de inúmeras obras públicas de grande custo e impacto para a sociedade fluminense. Junto com o incremento das obras, surgiram as notícias de irregularidades. Essas notícias, como não poderia deixar de ser, têm exigido um trabalho extenuante do Ministério Público.

Não é por outra razão que nos causou surpresa o artigo publicado no GLOBO, na edição da última quarta-feira, subscrito por Luiz Alfredo Salomão e Antonio Carlos Barbosa. No texto, eles acusam a instituição de estar sendo omissa em relação à apuração de irregularidades na celebração de parcerias público-privadas, nas quais há convergência de recursos públicos e privados para a realização das obras; nos cartéis que entendem terem sido formados por grandes empreiteiras; e no alegado direcionamento dos contratos administrativos celebrados. Por fim, diz o referido artigo que os cidadãos “exigem” que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro cumpra o seu papel institucional.

Procurou-se, então, verificar quantas notícias de irregularidades, supostamente desatendidas, essas pessoas apresentaram ao Ministério Público. A resposta foi: nenhuma. Também não passou despercebido o fato de que os signatários jamais formularam um único pedido de certidão a respeito das medidas adotadas pela instituição.

Aliás, neste sentido, sem maior esforço, verificou-se a existência de mais de uma dezena de investigações em curso que atingem os mais variados e relevantes assuntos sobre as questões suscitadas. Analisam, por exemplo, irregularidades na execução das obras de reforma no Estádio João Havelange; nos valores gastos com placas de sinalização para as Olimpíadas; na construção de infraestrutura urbana para implementar o loteamento que recebeu a Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca; nos projetos e obras referentes ao Parque Olímpico, no qual se recomendou a adoção de providências regularizadoras; na redução de limites de parque natural para a construção do campo de golfe; na construção do Pavilhão 6 do Riocentro, que receberá as competições de boxe; nas obras do Porto Maravilha; na fatídica queda de parte da Ciclovia Tim Maia etc.

Deve-se acrescentar, ainda, que há uma investigação em particular, tombada sob o nº 2016.00405759, na qual são analisadas as alegadas irregularidades nas parcerias público-privadas celebradas entre o município do Rio e as construtoras mencionadas pelos referidos indivíduos em seu arrazoado. Já na Investigação nº 2015.00799294, o objetivo é apurar a construção das Escolas do Amanhã. Além disso, vale acrescentar que os critérios de escolha do projeto para o Porto Maravilha já foram contestados judicialmente.

Portanto, convidamos a população fluminense a colaborar com o Ministério Público, não apenas noticiando as irregularidades observadas, mas também acompanhando as providências adotadas.


Patrícia do Couto Villela é coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Cidadania do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

Área retirada do Parque Municipal Ecológico Marapendi, reserva ambiental integrante da Área de Proteção Ambiental Marapendi para a construção de um Campo de Golfe: aproximadamente 450.000,00 m², ou, 45 hectares. Obs. Nessa medida está incluída a parte de 58.000,00 m² doada ao antigo Estado da Guanabara, portanto área já tornada pública e pertencente ao Parque. o restante seria obrigação do empreendedor dos condomínios "Riserva" também passar para a Prefeitura como parte do processo de licenciamento para construir, obrigação esta que, junto com a de construir a Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, foi dispensada em mais uma benesse urbanística prejudicial à cidade com a qual proprietários do terreno e construtores foram agraciados, entre outros favores.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

ILHA PURA: NEM É ILHA NEM É PURA


Vila dos Atletas, mais um imenso condomínio de edifícios altos, em Jacarepaguá.


Vila dos Atletas. Imagem: Arcoweb


De nada adiantaram os esforços de arquitetos e urbanistas, entre outros profissionais e interessados pelas questões urbanas do Rio de Janeiro, para que a obrigação de fornecer acomodações aos atletas olímpicos – a chamada Vila dos Atletas - fosse transformada em oportunidade para criar novas unidades habitacionais destinadas às classes menos abastadas da população, e reduzir o déficit habitacional permanente que colabora para o aumento de construções irregulares em toda a cidade, inclusive em áreas de risco.

Do mesmo modo, de nada adiantaram os esforços para que construir equipamentos olímpicos, a referida Vila dos Atletas e a Vila de Árbitros e Mídia, colaborasse para a reurbanização de áreas degradadas, servindo como polo de atração para novos investimentos.

Ao contrário, as vilas e a maioria dos equipamentos foram erguidos em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, região do Rio de Janeiro que cresce vertiginosamente desde os anos 1970, quando começou a ser implantado o Plano Piloto para a Baixada de Jacarepaguá, um modelo urbano então dito progressista, composto por traçado rodoviarista, predominância de edifícios altos afastados uns dos outros: grandes condomínios residenciais intercalados por conjuntos de casas e prédios comerciais baixos.

Mas, a Vila dos Atletas, ou, Ilha Pura, compreende apenas mais um dos condomínios na Baixada de Jacarepaguá que seguiu normas urbanísticas criadas pela Lei Complementar nº 104/2009, o polêmico Projeto de Estruturação Urbana – PEU Vargens. Esta lei aumentou significativamente o potencial construtivo da região, agraciando, mais uma vez, o mercado imobiliário, inclusive para o vizinho terreno do Parque Olímpico, erguido o lugar do Autódromo do Rio, desativado e demolido em nome dos Jogos.

Situado na Avenida Salvador Allende (antiga Avenida Arenápolis) em parte da área delimitada por esta, pela Avenida Olof Palm, pela Estrada dos Bandeirantes e pela Via de Ligação, o terreno não é uma ilha.

O nome remete a uma ilha de tranquilidade, um local isolado (v. etimologia), tema retratado nos artigos ‘Ilha Pura: Exclusividade, Isolamento e Elitismo na “Sustentável” Futura Vila Olímpica’, publicado pela Rio on Watch, e ‘Ilha Pura: oito quilômetros quadrados sob controle total’, de Julia Michels. Curiosamente, a escolha do nome não se deu pelo marketing, como pode parecer, mas, era denominação antiga do local onde, segundo reportagem da ESPN em 07/07/2015,


...“o espaço dos atletas está sendo construído em uma área do terreno de 206 mil metros quadrados, onde estão sendo erguidos 31 prédios residenciais, divididos em sete condomínios, com 3.604 apartamentos, de dois, três e quatro quartos (...) conta com parques, academias, salas de cinema, piscinas, saunas, quadras esportivas, lagos artificiais (...) tem capacidade para abrigar 17.950 atletas e paratletas, treinadores e fisioterapeutas (...)”.



O terreno hoje é classificado pelo PEU Vargens como Setor I, antes chamado Subzona A-34 B pela terminologia do Decreto nº 3046/81.


REGIÃO DAS VARGENS: VARGEM GRANDE, VARGEM PEQUENA, CAMORIM, e parte da BARRA DA TIJUCA, RECREIO DOS BANDEIRANTES E JACAREPAGUÁ
PEU VARGENS -  A LEI Nº 104/99 MODIFICOU OS ÍNDICES URBANÍSTICOS E DE CONSTRUÇÃO VIGENTES DESDE 1981, QUANDO A BAIXADA DE JACAREPAGUÁ FOI DIVIDIDA EM SUBZONAS, CADA UMA COM REGRAS PARA CONSTRUIR ESPECÍFICAS BASEADAS NO PLANO PILOTO DE LÚCIO COSTA. A Lei nº 104/99 ampliou os limites da antiga Subzona A-45 e também criou o Setor E, ambos sobre trecho que não integrava o Plano Piloto. A lei foi promulgada e teve arguida sua inconstitucionalidade, pelo prefeito da época. O novo prefeito não deu continuidade ao processo e a lei passou a viger. V. PEU VARGENS: DE LÚCIO COSTA A 2009 - TABELA COMPARATIVA.


A lista abaixo mostra a modificação dos índices urbanísticos principais vigentes para o terreno ocorridas nas últimas décadas:

Até meados do Século XX – Zona Agrícola

Decreto nº 324/1976 - Baseado no Plano Piloto para a Baixada de Jacarepaguá:
Subzona A-34 do Decreto nº 324/76
Conceituação – Refere-se à área subdividida em duas porções. A primeira, denominada Ilha Pura, tem seu aproveitamento definido pelo Projeto Especial de autoria do Arquiteto Lucio Costa, que deverá constituir estudo básico para o desenvolvimento da área;
_densidade demográfica: 420 habitantes por hectare;
_IAA: 1,05
A segunda porção corresponde à área declarada de utilidade pública para fins de desapropriação destinada ao Centro de Feiras e Exposições, Programa Especial da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Decreto nº 3046/1981 – Modificação do Decreto nº 324/1976
Subzona A-34 setor B do Decreto nº 3046/81
CRITÉRIOS PARA EDIFICAÇÃO
N° de pavimentos – 12 andares
I A T máximo 1,5
Taxa de ocupação 20%

Lei Complementar nº 140/2009 – Projeto de Estruturação Urbana­ - PEU Vargens:
SETOR I da Lei nº 104/2009 – PEU Vargens (Local da Vila dos Atletas, ou, Condomínio Ilha Pura)
CRITÉRIOS PARA EDIFICAÇÃO
N° de pavimentos - Altura 13 pisos; 40m (padrão); 18 pisos; 65m (com contrapartida)
I A T máximo 1,5 (padrão); 3,0 (com contrapartida)
Taxa de ocupação 50%
Taxa de permeabilidade 20%                     
Afastamento mínimo: frontal 5 m; das divisas: Obrigatório
                                                        

Assim, o gabarito de altura dos edifícios, já generoso, entre 1981 e 2009 aumentou de 12 para 18 andares, e a área máxima de construção permitida triplicou, desde 1976. A considerar os dados divulgados - área do terreno e capacidade de alojamento - a densidade demográfica prevista é mais que o dobro daquela desejada por Lúcio Costa.

Nossos gestores públicos insistem na mudança de índices construtivos – sempre a maior, é claro – como panaceia para resolver problemas de caráter amplo, quando o que se alcança são soluções imediatistas à custa de manchas indeléveis na paisagem urbana carioca.

São exemplos a “salvação” do Clube Botafogo que gerou um enorme volume no Mourisco, onde a altura máxima era de 10,00m protegendo as visadas nas Avenidas Pasteur e Nestor Moreira, e na saída da Rua Voluntários da Pátria, antes premiada com a visão do Pão de Açúcar; o aumento de gabaritos de hotéis justificado pela necessidade de criar mais quartos para os Jogos (o que já se comprovou desnecessário); as torres gigantescas previstas para a Zona Portuária que garantiriam o retorno dos investimentos em obras de urbanização; a manobra imobiliária para justificar a construção do Campo de Golfe dito Olímpico, cuja necessidade jamais ficou clara; a Vila dos Atletas dos Jogos Pan-Americanos 2007, na Subzona A-39 onde uso era unifamiliar (casas) com gabarito de apenas 1 (um) andar, área de solo inadequado, o que até hoje causa problemas às estruturas dos prédios de 11(onze) pisos; a construção de um complexo comercial nas Paineiras – Parque Nacionalda Tijuca - com altura equivalente a 5 (cinco) pisos onde o máximo permitido são 2(dois); ou a vontade do Clube Flamengo de erguer um estádio na Gávea, com marca de hambúrguer, cuja altura também será maior do que a prevista para o local, entre outras propostas e ações questionáveis.

Foi o que ocorreu para justificar a construção do Condomínio Ilha Pura, dessa vez sobre o mote de que tudo é Pra Olimpíada: o aumento de potencial construtivo - mais um, desde que a região deixou de ser Zona Agrícola - incentivou o surgimento de mais um conjunto que poderia ser incluído no que Paulo Mendes da Rocha classificou como ‘Ovo da Serpente’: “abandona-se a cidade...”.

Sem que o local fosse "cercado de água por todos os lados", Ilha Pura pode ter sido um nome adequado há muitas décadas, 'ilha' como uma metáfora - por ser então distante do Centro e isolado - e 'puro' possivelmente pela exuberância de sua Natureza, ainda sem a interferência homem urbano.

Mas, devido aos novos índices criados pelo questionável PEU Vargens é de se reafirmar que a “Ilha Pura” do Século XXI, na Cidade do Rio de Janeiro que receberá as Olimpíadas de 2016, nem é Ilha, nem é Pura.

Que venham os Jogos!


Urbe CaRioca



Parque Olímpico (terreno triangular onde funcionou o antigo Autódromo do Rio) e Condomínio Ilha Pura (Vila dos Atletas durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, à esquerda e abaixo na imagem capturada do Google Earth em junho/2016)


NOTA - Um artigo sobre o Plano Piloto:


sexta-feira, 24 de junho de 2016

A ZONA PORTUÁRIA E O BOULEVARD EXPRESSO: Comentários de Edison Musa, Roberto Anderson, e outros


A nova via expressa na Zona Portuária do Rio
Foto: O Globo - Márcia Foletto


A imagem publicada pelo jornal O Globo no último dia 21/06 suscitou vários comentários nas redes sociais, todos questionando a solução urbanística adotada que inspirou o título desta postagem.

Arquitetos, urbanistas e historiadores opinaram a partir da leitura, do ponto de vista urbanístico, desse espaço constituído pela Avenida Rodrigues Alves, resgatado para o Rio de Janeiro após a demolição do Elevado da Perimetral, no escopo do chamado projeto de revitalização da Zona Portuária, e lamentam o resultado.

Talvez daqui a 40 anos outro prefeito mude tudo mais uma vez.

Urbe CaRioca




A ZONA PORTUÁRIA E O BOULEVARD EXPRESSO: COMENTÁRIOS

A PROPAGANDA E A REALIDADE


1. A foto da primeira página de O Globo de hoje, mostra, finalmente, o resultado catastrófico da substituição da via elevada da perimetral, por oito pistas muradas, onde os pedestres são excluídos, enviados para uma calçada unilateral.
Basta recordar as visões animadas iniciais do projeto, quando a frente do cais era transformada em um calmo Boulevard, onde passeavam alguns carros sobre um jardim gramado.
A realidade ficou bem diferente. Pior do que trocarmos seis por meia dúzia, fica a sensação de uma perda irreparável, pois, por mais que se queira valorizar o espaço criado junto à Praça Mauá,  o que é inegável, não há como fugir do corredor que foi criado junto ao Cais.
Pena. Fazer, para nós já é muito difícil, pelas dificuldades de recursos. Fazer mal é trágico. - Edison Musa


2. A Rodrigues Alves pela fotógrafa Marcia Foletto: uma via expressa, um prolongamento da Av. Brasil, uma via hostil ao pedestre. A demolição da Perimetral gerou a Orla Conde, que o prefeito gosta de chamar de Boulevard, e um trecho aproximadamente igual de via expressa, exemplo de solução ‘rodoviarista’ do século passado, com poluição sonora e tráfego intenso de alta velocidade. Nada mais enganoso para quem esperava a "revitalização" da Área Portuária! - Roberto Anderson


3. Poderia ser infinitamente melhor, mas não foi. Venderam gato por lebre. Sempre defendi a permanência da Perimetral como Line Park. Pelo menos havia a vista da Baía. Escrevi a respeito na época em que se discutia o projeto: “tudo leva a crer que será uma via expressa com um paredão de galpões escondendo o mar”. - Jane Santucci


4. Concisão e precisão. Enfim, um relato da exclusão do pedestre (sobre o comentário de Edison Musa). - Sonia Rabello


5. O projeto da Avenida Rodrigues Alves como nós viemos a conhecer, foi concebido pelos ingleses juntamente com o projeto do cais e armazéns do porto marítimo do Rio de Janeiro, em 1910. Com o explosivo crescimento urbano do Rio, e a pouca prática de planejamento urbano durante esses anos, as obras autoviárias tomaram conta da urbe. A alteração drástica do projeto original - publicado no livro “Cidades em Transformação” - foi para pior para a nossa cidade e compromete seu futuro desenvolvimento de forma sustentável. - Ephim Shluger


6. Melhor que a Perimetral é o que não é nenhuma vantagem, pois a Perimetral era horrível (para dizer o mínimo), mas, sem dúvida, houve propaganda enganosa uma vez que os projetos apresentados prometiam outra coisa. Lamentável! Governos no Brasil não cansam de desapontar... - Luiz Eurico Ferreira Filho


7. Um viaduto ao rés-do-chão. - Mauro Almada


8. Lamentável! O Projeto original não contava que o Porto do Rio ainda vivia, era ativo e estava em processo de revitalização. Esta via projetada ficava abaixo do nível dos prédios, previstas passarelas para o grande Parque. Quem sabe se daqui a 30 anos quando os contratos de arrendamentos dos armazéns findarem, e outra solução seja encontrada para o Porto, não se fará o verdadeiro "Porto Maravilha”!!!??? - Maria Ernestina Gonçalves da Cunha


9. A "abertura" para o mar também está restrita ao entorno da Praça Mauá. Tudo isso é um grande engodo e deveria ter sido submetido à aprovação, por meio do diálogo, da população. Muito $$$$$%%% e barulho por nada de efetivamente relevante e pertinente para a nossa qualidade de vida. - Marcus Alves





Avenida Rodrigues Alves, início do Século XX
Blog Um Postal por Dia

A Perimetral chegando. Foto: CP Doc JB

A Perimetral chegando. A Avenida Rodrigues Alves era arborizada no canteiro central e, pelo menos, em uma das laterais. Foto: JB


Ao fundo, o Edifício A Noite, a Praça Mauá
Internet

quinta-feira, 23 de junho de 2016

CARTEL DE OBRAS E MINISTÉRIO PÚBLICO*, de Luiz Alfredo Salomão e Antonio Carlos Barbosa


*Publicado originalmente no Jornal O Globo
NOTA: O mesmo jornal publica hoje - MP quer explicação sobre pagamentos indevidos em obra do Maracanã


Praça Mauá e Museu do Amanhã, Rio de Janeiro
Internet - Flickr



Ontem o Jornal O Globo publicou artigo de autoria de Luiz Alfredo Salomão - diretor da Escola de Políticas Públicas e Gestão Governamental - e Antonio Carlos Barbosa - engenheiro mecânico e economista. Segundo os autores, As diversas PPPs celebradas com as empreiteiras, que cartelizaram as grandes obras públicas na cidade, são uma ameaça perigosa.

Não obstante as declarações do Sr. Prefeito e as alardeadas parcerias público privadas – algumas apresentadas como realizadas sem um centavo de dinheiro público – o artigo discorre sobre o investimento feito em várias obras ‘Pra Olimpíada’ e afirma que O legado de dívidas que o atual prefeito vai deixar para seu sucessor é de tirar o sono.

Causa espanto a relação das empresas que compõem os consórcios responsáveis pelas obras, nomes que estão permanentemente na imprensa pelo menos há dois anos.

É tema para economistas e administradores financeiros, e de interesse da Cidade do Rio de Janeiro, que consideramos importante divulgar.

Boa leitura.
Urbe CaRioca




Cartel de obras e Ministério Público


Luiz Alfredo Salomão e Antonio Carlos Barbosa

 

O descalabro das finanças federais e a situação de calamidade financeira estadual não devem ser as únicas preocupações do contribuinte carioca. Apesar do discurso de que as contas da prefeitura do Rio são equilibradas, o déficit esperado para 2016 deve dobrar em relação ao de 2015. Há queda na arrecadação municipal, e a despesa de último ano de governo segue turbinada.


A maior preocupação para os cariocas, no entanto, deve ser com o futuro. O legado de dívidas que o atual prefeito vai deixar para seu sucessor é de tirar o sono. As diversas Parcerias-Público-Privadas (PPPs) celebradas com as empreiteiras, que cartelizaram as grandes obras públicas na cidade, são uma ameaça perigosa.


Consideremos apenas as obras do Porto Maravilha, do VLT, do Parque Olímpico, dos BRTs e das Escolas do Amanhã, que representam investimentos estimados em R$ 17 bilhões, para ter uma visão realista da situação.


No Porto, há dois consórcios, um que constrói (Porto Rio) e outro (Porto Novo) que vai operar os serviços. Ambos são controlados pelo Grupo Odebrecht, com 37,5%; OAS, com 37,5%; e Carioca, com 25% do total.


PARA LER NA ÍNTEGRA

 
Ponte estaiada na Barra da Tijuca em fase final de construção.
Foto: Urbe CaRioca, nov. 2015

O Estado do Rio de Janeiro está falido.
Ponte Estaiada na Barra da Tijuca. Foto: O Globo

O Estado do Rio de Janeiro está falido.
Ponte Estaiada na Ilha do Governador. De vez em quando passa um BRT. Sem previsão para Metrô.
Foto: O Globo
O Estado do Rio de Janeiro está falido.
Ponte Estaiada na Barra da Tijuca. Foto: Prefeitura
O Estado do Rio de Janeiro está falido.
O Maracanã foi reconstruído. Foto: Internet

terça-feira, 21 de junho de 2016

METRÔ, TRENS, BRT, VLT, BARCAS E CICLOVIAS - “RESUMÃO” SOBRE A MOBILIDADE URBANA NO RIO, de Atilio Flegner


ATUALIZAÇÃO, 21/06/2016, 22h30min

A grande imprensa noticiou que a União autorizou o repasse de R$2,9 bilhões ao Estado do Rio de Janeiro, destinados a despesas exclusivamente com segurança pública para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos na capital do Estado, a Cidade do Rio de Janeiro.

Portanto, a esperada verba para a conclusão da obra do Metrô virá de forma indireta se o governo estadual fizer remanejamento de recursos que seja do seu interesse, por exemplo, para a chamada Linha 4.


PARA LER A NOTÍCIA NA ÍNTEGRA 

"Primeiro VLT do Rio de Janeiro, nos anos 1980. O pré metrô da Linha 2. Hoje os carros estão apodrecendo bem em frente a prefeitura do Rio." - Atilio Flegner


Nas últimas semanas os problemas com a chamada Linha 4 do Metrô (em verdade um prolongamento da Linha 1 até a Gávea e, apenas a partir daquela Estação, cuja obra está paralisada, respeita o traçado da Linha 4 verdadeira) têm sido divulgados diariamente pela imprensa, seja em relação a atrasos, não conclusão até os Jogos Olímpicos, funcionamento parcial durante o evento ou até mesmo o não funcionamento (já se cogitou até criar um BRT na Zona Sul!).

A decretação do ‘estado de Calamidade Pública Financeira’, no Estado do Rio de Janeiro, teve como mote, mais uma vez, garantir a realização dos Jogos a contento, alegando-se que “O RJ está à beira de colapso em segurança, saúde, educação e mobilidade”, conforme noticiário em 18/06. A mesma reportagem explica que “O decreto é para obter, o mais rápido possível, recursos do governo federal”.

Parte desses recursos irão para a obra da falsa Linha 4, que seria aberta apenas para  chamada Família Olímpica e aos que têm ingresso para assistir às competições, uma verdadeira ofensa ao carioca!


À Família Carioca restam o conformismo até o fim do evento, e esperar por dias melhores no ir e vir, com mais segurança, conforto e eficiência. Ou não.

Urbe CaRioca  


O Estado do Rio de Janeiro está falido.
Ponte Estaiada na Barra da Tijuca. Foto: O Globo



“Resumão” sobre a mobilidade urbana no Rio

Atilio Flegner, 17/06/2016

O Metrô não terminou nem a Linha 1 nem a Linha 2, e o Governo Estadual diz que está fazendo uma “Linha 4”, na verdade, um prolongamento da Linha 1. Acabaram com o terminal de manobras na Tijuca e músicas e passarinhos infernizam sua longa espera pelo trem, que pode chegar a 8 minutos graças a gambiarra de colocar os trens da Linha 2 com passageiros passando por dentro do Centro de Manutenção!

A tripa metroviária é inédita no mundo: três linhas que formam uma única “tripona”! 

Só o carioca aguenta!

Nos trens, o governo aplicou a técnica do "Tenho uma Ferrari, mas a pista..." comprou um monte de trens novos, mas não fez reforma de estações, sinalização e nem da rede área. O resultado são panes quase que diárias e até trens novos apresentando problemas!

Além disso, há trens a diesel em ramais que nunca receberam um único centavo de investimento.

Comprar algum móvel que não cabe na sua casa é uma estupidez, não é?

Foi exatamente isso que ocorreu com as barcas. O governo comprou catamarãs que não cabem no estaleiro e, pior, ainda consumem quase o dobro de combustível que os catamarãs mais antigos consumiam.

A prefeitura está vivendo num ‘Sonho de uma noite de verão’, pensando que ônibus é modal de massa, mas seus BRTs não chegam nem a 10mil passageiros por hora. 

Mesmo assim o governo municipal continua com o plano diabólico de extinguir linhas de ônibus e obrigar todo mundo a se espremer no BRT... Que anda mais devagar do que bicicleta!

A prefeitura ainda detém o título de ter as obras com menor qualidade do mundo!

São ciclovias que caem após três meses de inaugurada, e pistas de automóveis que apresentam buracos apenas dez dias após a inauguração!

O carioca merece uma salva de palmas, ele que aguenta essas mazelas dignas da trupe de palhaços incompetentes nas secretarias de transportes e concessionárias...

Uma salva de palmas ao carioca, ele que tem a paciência do tamanho de um bonde/VLT, que mal passa de 15 por hora!

O carioca aguenta até ônibus com duas roletas! E aguenta também propaganda oficial das mazelas olímpicas na televisão, sob o comando do RJTV...

Com uma imprensa molenga como a nossa fica fácil ser bestializado.

Ao carioca, o povo mais passivo do mundo!



O Estado do Rio de Janeiro está falido.
Mas o Maracanã foi destruído quase integralmente para ser reconstruído em outros moldes. Até hoje não foi apurado se houve irregularidade na constatação das obras. Foto: O Globo