sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O DESAFIO ÁGORA, O GOLFE, E MUITAS SURPRESAS DESAGRADÁVEIS

Um projeto duvidoso na Urbe CaRioca.
 Lançado pela Prefeitura do Rio.



Os leitores do Urbe CaRioca já conhecem a proposta deste blog ao projeto da Prefeitura do Rio de Janeiro denominado Desafio Ágora, assim batizado porque “Na Grécia Antiga, as pessoas se reuniam para discutir a cidade e as políticas nas praças públicas, chamadas de Ágoras”, como explica o site respectivo. Ou seja, aparentemente trata-se de um chamado para ouvir a sociedade.
A apresentação da proposta ‘PRESERVAR O PARQUE ECOLÓGICO MUNICIPAL MARAPENDI ÍNTEGRO’ ao projeto Ágora, idealizada pela signatária, responsável Urbe CaRioca, teve enorme repercussão é ótima receptividade. Divulgada no blog, nas redes sociais Facebook e Twitter ligadas ao blog, foi compartilhada muitas vezes por arquitetos, urbanistas, biólogos, engenheiros florestais, advogados, e cariocas das mais diversas profissões e atividades, além de outras divulgações impossíveis de acompanhar devido ao processo multiplicador natural nas redes pessoais de cada um que aprovou a ideia e dela decidiu dar conhecimento amplo.
Assim, na Primeira Fase do Projeto Ágora (Proposição) durante mais de um mês, de 10/09/2014 a 23/10/2014, nossa proposta recebeu inúmeros votos de aprovação e comentários positivos, o que garantiu a colocação entre os primeiros lugares no conjunto de mais de 350 ideias, chegando a estar em 1º LUGAR no grupo específico onde foi inserida.
Cabe lembrar que as ideias mais votadas passarão à Segunda Fase (Discussão).
Logo nos primeiros dias entre dezenas de votos positivos recebemos cerca de 6 ‘desaprovações’, quando verificamos que cada voto negativo anulava dois votos positivos, sem, no entanto, dar atenção ao fato. Analisando esse aspecto, mais adiante, não concordamos com os pesos diferentes atribuídos aos votos – a favor dos votos negativos – e denunciamos. Os votos negativos cessaram. Nas últimas duas semanas sempre entre o 1º e 3º lugares no grupo e atingimos 111 votos na ideia a 6ª posição entre o total de colaboradores (pontuação concedida diretamente a cada participante por outros mecanismos), estando sempre entre as três primeiras ideias mais votadas e comentadas, entre mais de 350 propostas, vale repetir.
Até ontem. Não mais.
Surpreendentemente, ontem à noite, apenas a poucos dias de encerrar-se a Primeira Fase, faltando apenas 3 dias para o encerramento desta fase -quando será anunciada a lista das propostas vencedoras que passarão à Segunda Fase, a proposta que defende meio ambiente, uma conquista da cidade e dos moradores através das ações de inúmeras sucessivas administrações públicas ao longo de décadas, que é um direito dos cariocas, passou a receber uma ‘enxurrada’ de votos negativos (praticamente não existentes durante mais de um mês) que ameaçam expurgá-la do projeto municipal "no último minuto do segundo tempo", para usar uma expressão popular.
É evidente que interesses diversos dos que a voz da sociedade civil manifestara através da votação expressiva pela proteção do parque, não permitiriam que esta prevalecesse. Sejam os próprios setores da prefeitura que licenciaram o campo de golfe sobre a reserva ambiental, seja a Empresa Olímpica, sejam os empresários da construção civil e os proprietários do imenso terreno agraciados com benesses urbanísticas prejudiciais ao Rio de Janeiro e ao interesse público... Suposições, é claro, o voto é secreto!
Não, jamais permitiriam.
Como, na próxima segunda-feira, convocar a imprensa para anunciar os vencedores da Primeira Fase do Projeto Ágora e correr o risco de estar em primeiro lugar a defesa de uma Reserva Ambiental que a própria Prefeitura encarregou-se de devastar, para tanto alterando leis urbanísticas e de proteção ambiental?
Não poderiam permitir.
A enxurrada de votos negativos surgidos súbita e tardiamente - não tão tarde para eliminar a ideia mais votada do projeto até hoje - é a maior comprovação de que o Projeto Ágora da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, não é uma ação séria e carece de credibilidade. Foram mais de 40 votos contrários em apenas duas horas ontem à noite, coincidentemente durante a realização de uma reunião dos organizadores do Ágora no antigo teatro Imperator, bairro do Méier, para o qual foram convidados os participantes “mais engajados” no projeto, inclusive este blog.
Em breve publicaremos novo texto a respeito, detalhado, com vídeos impressionantes e outros esclarecimentos que comprovam tratar-se de uma brincadeira - de extremo mau gosto - lançada pela Prefeitura no mínimo a título de autopromoção, ironicamente em tempos de eleições gerais no país quando todas as atenções estão voltadas para as escolhas majoritárias.
Ao que tudo indica, mais uma vez, trata-se de confete para a mídia e para os cariocas. Ou será apenas imaginação? O leitor e e eleitor da que foi considerada uma das melhores propostas ao Desafio Ágora melhor dirão. 
Desde já agradecemos pelo esforço e participação de todos neste estranho processo que exigiu dedicação e paciência para votar através de um sistema confuso e talvez capcioso.
Andréa Redondo / Blog Urbe CaRioca

NOTA: Se alguém ainda quiser votar o link é
https://desafioagorario.crowdicity.com/post/62170
Estranhamente aparecerá um cadeado e a informação de que não é mais possível votar. Não é verdade. A chamada para a página também mudou. agora conduz direto à 'aba' da segunda fase e confunde o leitor que se retira ao saber que não pode mais votar. PODE: Basta clicar em PROPOSIÇÃO e a janela correta aparecerá. Se o leitor entender que o parque deve ser mantido, poderá ainda votar POSITIVO. FALTAM SÓ DOIS DIAS.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

GOLFE: RELATÓRIO SOBRE A REUNIÃO COM OS PROMOTORES DO GAEMA - MPRJ EM 22/10/2014.




 Amigos companheiros de luta e apoiadores do Movimento Social Golfe para Quem?,

Como informado, hoje estivemos reunidos com os promotores de justiça do GAEMA (Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente) e, observando o princípio democrático e a transparência que marcam nosso movimento, apresentamos a vocês um relatório deste encontro.

 Estiveram presentes pelo Ministério Público, os doutores: José Alexandre, Eduardo Rodrigues e Sandro Fernandes, acompanhados da assessora Vera e dos ilustres peritos do GATE.

 Representando a sociedade civil, o movimento social Golfe Para Quem? (GPQ): Marcello Mello, Edgar Siqueira, Vera Zamith, Andrea Redondo e Jean Carlos Novaes.

 A reunião foi aberta pelo Dr. Sandro Fernandes, que fez um breve relato sobre o que ocorreu no processo (Ação Civil Pública) após a última audiência realizada no dia 18/09/2014, quando o juiz Eduardo Klauser concedeu um prazo de 30 dias para que a Fiori Empreendimentos e o Município do Rio de Janeiro apresentassem uma proposta objetiva de acordo para o Ministério Público.

 Segundo nos foi informado, o Procurador Geral do Município procurou diretamente os promotores do Gaema, sinalizando o interesse da Prefeitura em encontrar uma solução conciliatória para o caso e pedindo que, para tanto, o processo fosse suspenso pelo prazo de 30 dias.


APA Marapendi
Foto Celso Junius


De acordo com o que nos foi apresentado, existem estudos em andamento, porém ainda não há uma proposta oficial da Fiori e nem do Município do Rio de Janeiro.

 Embora o pedido de suspensão ainda não tenha sido despachado pelo juiz, sobretudo, porque neste período o movimento social GPQ ingressou nos autos com pedido de assistência na condição de Amicus Curiae, acredita-se que o derradeiro prazo para apresentação da proposta de acordo se encerre no próximo dia 09/11, considerando que o pedido foi protocolado no dia 09/10.

 Os ilustres promotores fizeram questão de ressaltar que reconhecem a legitimidade do Movimento Social Golfe para Quem? que, segundo eles, no momento, se apresenta como o único movimento social pós manifestações de junho/2013 com efetiva e destacada atuação na Cidade do Rio de Janeiro, reconhecendo que a propositura da Ação Civil Pública contra o Campo de Golfe só foi possível em função da atuação do movimento. Nessa linha de ideias, os promotores do MPRJ sustentaram de maneira nobre e altiva o compromisso de transparência e de respeito à opinião da sociedade civil, inclusive, reafirmando que os representantes do movimento seriam convidados para apreciarem a eventual proposta de acordo que vier ser apresentada.

 Concedida a palavra aos representantes do GPQ, Marcello Mello louvou a iniciativa dos promotores de justiça, transmitindo-lhes o sentimento da sociedade civil outrora cética diante da morosidade da tramitação inicial do Inquérito Civil Público, porém agora com o espírito renovado e confiante por conta da brilhante ação civil pública ajuizada, que certamente só engrandece o Ministério Público do Rio de Janeiro.

 Reafirmando o sentimento transmitido pelo Marcello Mello, o consultor jurídico do Movimento Social Golfe Para Quem?, transmitiu aos promotores presentes o pensamento coletivo da sociedade civil organizada, esclarecendo que o movimento não se opõe pura e simplesmente à construção do Campo de Golfe Olímpico na Reserva de Marapendi, mas sim ao que ele representa como exemplo de desvio de conduta do administrador público.

 Nesse sentido, a causa ambiental é apenas uma consequência de um mal a um bem jurídico maior, este sim, objeto de defesa do movimento, a saber: o Estado Democrático de Direito. A agressão ao meio ambiente só ocorreu porque, antes dela, o Chefe do Executivo e a Secretaria de Meio Ambiente ultrajaram a Constituição Federal e toda a Legislação Ambiental, chegando ao cúmulo de se criar uma Lei Complementar de efeitos concretos única e exclusivamente para atender interesses particulares.

 A forma obscura e questionável da concepção do projeto, a tramitação do processo legislativo que privou a sociedade da oportunidade de participar como lhe garante a lei, a ausência dos estudos de impacto ambiental e urbanístico, a transferência de patrimônio público para o particular e a imoral e desproporcional vantagem econômica concedida aos particulares Pasquale Mauro e Construtora Cyrela, revelam, no sentir do movimento social um dano de proporções bem maiores àqueles concernentes ao meio ambiente.

 Em razão destas considerações, foi informado aos presentes que o movimento social Golfe Para Quem? firmou entendimento unanime de que não seria aceitável, em relação à questão ambiental, um acordo que fosse inferior àquilo que é garantido por LEI, pois, em última análise estar-se-ia premiando os violadores da lei em prejuízo da sociedade.

 Ainda com a palavra, Jean Carlos informou aos Promotores que o movimento GPQ ingressou com outras representações relacionadas ao Campo de Golfe, na área de Defesa da Cidadania apontando os desvios de conduta do Prefeito e pedindo a instauração de inquérito para apuração da Improbidade Administrativa, na Defesa do Consumidor pedindo a tutela em favor dos eventuais compradores de unidades imobiliárias nos empreendimentos que vierem a ser desenvolvidos ali, na promotoria de registros públicos para apurar a fraude na documentação e registro do imóvel, ante os indícios de se tratar toda a área do campo de golfe de um imóvel de propriedade do município do Rio de Janeiro.

 A arquiteta e urbanista Andréa Redondo trouxe grande e valiosa contribuição ao debate, falando sobre o Plano Lúcio Costa e destacando graves irregularidades em relação ao projeto viário da região, bem como a falta de estudo de impacto urbanístico sobre o adensamento populacional, sobre o trânsito, a paisagem e a circulação de pessoas, resumindo de forma precisa o que se ganha e o que se perde com este projeto. Segunda a Dra. Andréa, os empreendedores ganham tudo: ganham a área do Parque Natural Municipal Marapendi (58.000m2), ganham a transferência do potencial construtivo e a sobrevalorização do imóvel na parte edificável, ganham um campo de golfe de mais de 900.000m2. Por outro lado, o povo e a Cidade do Rio de Janeiro perdem tudo: perdem uma parte do Parque, perdem a Reserva de Marapendi, perdem a paisagem, perdem o patrimônio natural, perdem a possibilidade de acesso, naquele trecho, à Lagoa de Marapendi, enfim, tudo se perde.





 A bióloga Vera Zamith também teve importante e decisiva participação ao informar que, como bióloga da própria Prefeitura, trabalhou durante anos no Projeto Flora do Litoral que foi responsável pela recuperação de grande parte da Restinga de Marapendi, testemunhando a bem sucedida iniciativa de recuperação de outras áreas anteriormente degradadas, jogando por terra o argumento de que a área em questão fosse “irrecuperável”.

Nosso companheiro Edgar Siqueira pontuou com precisão a necessidade de preservação do corredor ecológico e da impossibilidade de se aceitar quaisquer parâmetros que não preservem com efetividade o meio ambiente, devendo-se ter extrema cautela para avaliar eventuais propostas de modificação do projeto, sugerindo que, antes da próxima reunião o GPQ promovesse uma rodada de debates com os colaboradores técnicos, que possam auxiliar na melhor compreensão da demanda ambiental e as alternativas de solução.

 Após a análise e o franco e intenso debate sobre a matéria, a reunião foi encerrada, ficando reafirmado o compromisso recíproco de diálogo, transparência e colaboração para a melhor solução do caso.


terça-feira, 21 de outubro de 2014

QUESTIONAMENTO: O PROJETO ÁGORA PERANTE A PROPOSTA DO BLOG URBE CARIOCA


SOBRE O CAMPO DE GOLFE QUE DEVASTA A RESERVA AMBIENTAL


Internet



Caros leitores do blog Urbe CaRioca


Acabamos de detectar mais uma característica do chamado Desafio Ágora da Prefeitura. Além de ancorado em um site confuso que dificulta a votação e afasta os interessados em participar, cada voto negativo ANULA dois votos positivos.

Assim, por exemplo, se funcionários da Prefeitura, membros do COI, empregados da Empresa Olímpica, e aqueles que têm interesse financeiro no negócio imobiliário travestido de Campo de Golfe, se mobilizaram e votarem contrariamente, nossa proposta – PRESERVAR O PARQUE ECOLÓGICO MUNICIPAL MARAPENDI ÍNTEGRO -, que está entre as primeiras colocadas, perderá a pontuação e não passará à fase 2.

Talvez não seja mais possível acreditar na iniciativa da Prefeitura batizada de Ágora para remeter à democracia e à voz da sociedade.


NOTA: AINDA ASSIM CHEGAMOS AO PRIMEIRO LUGAR NO GRUPO! (imagem obtida às 17h43min do dia 21/10/2014)

Ver todas as imagens a seguir.







DESAFIO AO PROJETO ÁGORA, NÃO AO GOLFE, E CARTA ABERTA


Zoneamento Ambiental modificado pelo Prefeito, atual presidente
do grupo C40, e vereadores, ao apagar das luzes do ano de 2012.



O PROJETO ÁGORA DA PREFEITURA
The golf course for the 2016 Olympics is being built in this ecologically sensitive area, which is supposed to
be protected by law. (Photo by Elena Hodges)
A proposta Preservar o Parque Ecológico Municipal Marapendi Íntegro continua a receber adesões. Somos a segunda colocada no grupo “Como os Jogos Rio 2016 podem trazer ainda mais benefícios para a cidade e a população?” e estamos na 7ª posição geral entre 330 ideias.

Considerando que a primeira mais votada no grupo é a sugestão de instalar filtros nos bueiros da cidade para evitar entupimentos – o que, não obstante ter mérito caso seja viável tecnicamente – pode ser executado a qualquer momento, e que salvar o Parque Ecológico é único e requer ação imediata, entendemos que as propostas são incomparáveis. O Parque Marapendi não pode esperar!

Precisamos reforçar a divulgação e pedir mais votos em defesa do Parque, da APA e do Meio Ambiente Urbano-CaRioca. Uma vez cientes do caso é de esperar-se que ninguém será contra a proteção da reserva ambiental.

Faltam cinco dias para esta fase acabar. Vale reler O GOLFE, O ARTIGO, A RÉPLICA E A TRÉPLICA

NOTA:

DICA PARA VOTAR  Para facilitar, selecionar CONTA DE REDE SOCIAIS, modo de evita o cadastro confuso. Ou, se não participar das redes, enfrente o cadastro, CARIOCA, Clique e Vote! Basta fornecer um nome, ou apelido, e um e-mail. É importante!

 



O CONVITE
JB

O movimento Golfe para Quem? convida para mais um encontro / manifestação que será realizado no próximo sábado, dia 25/10, às 11h, na Avenida das Américas, Barra da Tijuca, em frente à Estação BRT Golfe Olímpico - em frente ao estande de vendas da Cyrela (Riserva Golfe).

O movimento também divulgou nas redes sociais a carta aberta transcrita a seguir.




A CARTA
Internet

CARTA ABERTA AO JUIZ DA 7ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DO RIO DE JANEIRO

Senhor Juiz,

Nós, da sociedade civil do Rio de Janeiro, vimos à sua presença manifestar nossa total contrariedade com relação à construção do Campo de Golfe na Barra da Tijuca, não apenas porque este implica na destruição de um patrimônio natural importantíssimo para o Rio e para o Brasil, mas porque, da forma em foi concebido e está sendo executado, se constitui em uma violenta agressão ao sistema jurídico pátrio e um escárnio à população, em função das evidências de ilegalidades e dos gravíssimos indícios de favorecimento a particulares em prejuízo do erário, seja pela injustificada e vergonhosa desafetação de uma parte do Parque Natural Marapendi, seja pela concessão de vantagens econômicas desproporcionais e infundadas ao suposto dono do terreno e à Construtora Cyrela.

A realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro e a construção do campo de golfe na Barra da Tijuca não podem ser colocadas acima do nosso ordenamento jurídico, sobretudo quando flagrantes as reais intenções que impulsionaram a obscura escolha desta área para abrigar o projeto.

Nem o sucesso da realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro e nem os prejuízos econômicos que podem decorrer da inexecução das obras do Campo de Golfe na restinga de Marapendi, podem ser aceitos como argumentos válidos ao vilipêndio do sistema legal e contrários ao Estado Democrático de Direito.

Assim sendo, a população do Rio de Janeiro vem à vossa presença suplicar que, na decisão que brevemente será proferida, Vossa Excelência leve em consideração os fins sociais da Lei e às exigências do bem comum (art. 5º da Lei de Introdução ao Código Civil), de modo a determinar o cancelamento da licença para construção do Campo de Golfe pelos inúmeros motivos bem apontados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro na Ação Civil Pública presidida por Vossa Excelência.

Antes de sermos reconhecidos como um povo capaz de realizar um bem sucedido evento esportivo, almejamos sermos reconhecidos como um povo que luta pelos valores fundamentais do Estado Democrático de Direito e que pode se orgulhar de ter um Poder Judiciário independente e intrépido como guardião das nossas Leis e valores fundamentais.

Em um contexto de sucessivos escândalos políticos e toda sorte de corrupções que mancham a imagem de nosso país, confiamos no senso de Justiça, na altivez e intrepidez de Vossa Excelência na defesa de nossa Sociedade.


Movimento Golfe para Quem?

Outubro/2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

SEMANA URBE CARIOCA 13/10/2014 a 18/10/2014 – TRAMBOLHOS DUVIDOSOS NA LAGOA, MÊS DE SETEMBRO, e DESAFIO DO BLOG À PREFEITURA ENTRE OS PRIMEIROS MAIS VOTADOS


Resta saber se os órgãos de Proteção do Patrimônio Cultural do Município e da União deram aval ao projeto – tal como ocorreu no caso da Marina da Glória - e se, uma vez construídas, as arquibancadas provisórias serão eliminadas de fato, junto com as bases estruturais que terão que ser construídas sobre o espelho d’água tombado.

Trecho de LAGOA RODRIGO DE FREITAS – O REMO E OS TRAMBOLHOS PROVISÓRIOS PERMANENTES

 


Publicações dos últimos 07 dias e textos mais lidos
Os posts imediatamente anteriores; arquibancadas na Lagoa questionadas pelo MPRJ; o mês de Setembro; e o progresso do Desafio Urbe CaRioca ao Desafio Ágora da Prefeitura: manter o Parque Ecológico Marapendi íntegro.
Notas:
1.     Na cidade em que "Tudo é pra Olimpíada" mesmo que não o seja, a construção do Campo de Golfe desrespeita o Plano Diretor do Rio de Janeiro - autointitulado 'sustentável' - e elimina parte de um Parque Ecológico, é decisão incompreensível e inaceitável, já amplamente divulgada pela grande imprensa e nas redes sociais, e questionada por arquitetos, urbanistas, biólogos, engenheiros ambientais e florestais, advogados, mas, sobretudo, pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro – MPRJ e pela Justiça Estadual (Trecho de CAMPO DE GOLFE JO 2016, RIO DE JANEIRO - MARACANÃ E PÃO DE AÇÚCAR, QUANTOS CABEM NO TERRENO?).
2.     O movimento Golfe para Quem? convida para mais um encontro/manifestação contrária à obra que devasta a APA e o Parque Ecológico Marapendi: dia 25/10, sábado, às 11h, em frente ao stand de vendas Riserva Golfe. 
3.     Notícia publicada no Jornal O Globo de hoje causa enorme espanto ao Blog e deve ser comentada. O governo do Estado pretendia criar uma “ilha-parque” com trilhas e jardins (!) na Lagoa da Tijuca (!!) com os sedimentos dragados das lagoas da Barra e de Jacarepaguá (!!!). Ou seja, enquanto o governo do Município elimina trecho um parque ecológico (parte existente e parte a ser implantada) para construir um Campo de Golfe desnecessário às margens da Lagoa de Marapendi, o governo estadual pretende construir uma ilha artificial em outra Lagoa com os dejetos despejados nas lagoas-irmãs durante anos e anos de omissão. Não há pontos de exclamação suficientes!

 

Blog Urbe CaRioca


Segunda, 13/10/2014

SEMANA URBE CARIOCA 06/10/2014 a 10/10/2014 – DESAFIO DO BLOG À PREFEITURA – PROPOSTA AO DESAFIO ÁGORA, E GABARITOS NA TRANSCARIOCA


 

SEMANA URBE CARIOCA 29/09/2014 a 04/10/2014 – LIVRO CIDADES EM TRANSFORMAÇÃO, MARINA DA GLÓRIA, MAIS IMAGENS IMPRESSIONANTES DO CAMPO DE GOLFE, E SOBRE VOTAR COM ELEGÂNCIA

 

PARA VOTAR – PROPOSTA À PREFEITURA: PRESERVAR O PARQUE MUNICIPAL ECOLÓGICO DE MARAPENDI ÍNTEGRO

Já é a terceira proposta mais votada no projeto da Prefeitura denominado ‘Desafio Ágora’
Atualização: 2ª proposta mais votada no grupo e 8ª mais votada no cômputo geral, entre 326 ideias.
https://desafioagorario.crowdicity.com/post/62170

 

ÁREA DE ESPECIAL INTERESSE URBANÍSTICO A.E.I.U. TRANSCARIOCA – GABARITOS, ETC.

Depois da Penha, mais gabaritos novos na Zona Norte

 


Quarta, 15/10/2014

LAGOA RODRIGO DE FREITAS – O REMO E OS TRAMBOLHOS PROVISÓRIOS PERMANENTES

Nota: A imprensa publicou ontem (OG 19/10) reportagem ampla sobre o projeto para construir arquibancadas sobre o espelho d’água da Lagoa Rodrigo de Freitas – Bem Cultural Tombado – e informou que o caso está sendo questionado pelo MPRJ.


Arquibancada original do Estádio de Remo não usada como arquibancada.
Trambolho à vista sobre o Espelho d'Água da Lagoa Rodrigo de Freitas,
Bem cultural Tombado da Cidade do Rio de Janeiro.

Foto: Urbe CaRioca, 2013


 


Sexta, 17/10/2014

O MÊS NO URBE CARIOCA – SETEMBRO 2014



Sábado, 18/10/2014

PARA SALVAGUARDAR O PARQUE ECOLÓGICO DE MARAPENDI, VOTE!

2ª proposta mais votada no grupo e 8ª mais votada no cômputo geral, entre 326 ideias.
https://desafioagorario.crowdicity.com/post/62170

 

DEVASTAÇÃO
Campo de Golfe sobre área de reserva ambiental - No canto direito,
abaixo, o trecho mais importante da APA, a ser eliminado.

Os 10 posts mais lidos da semana
Se necessário copie o título na caixa de pesquisa acima.

PARA VOTAR – PROPOSTA À PREFEITURA: PRESERVAR O PARQUE MUNICIPAL ECOLÓGICO DE MARAPENDI ÍNTEGRO

PARA SALVAGUARDAR O PARQUE ECOLÓGICO DE MARAPENDI, VOTE!

GOLFE - PARA NÃO ESMAGAR A RESERVA AMBIENTAL, HÁ ALTERNATIVA

LAGOA RODRIGO DE FREITAS – O REMO E OS TRAMBOLHOS PROVISÓRIOS PERMANENTES

SEMANA DO PROFESSOR: DE D. GEMINI A LUCIANA, ‘TO SIR WITH LOVE’

SEMANA URBE CARIOCA 06/10/2014 a 10/10/2014 – DESAFIO DO BLOG À PREFEITURA – PROPOSTA AO DESAFIO ÁGORA, E GABARITOS NA TRANSCARIOCA

O MÊS NO URBE CARIOCA – SETEMBRO 2014

MARINA DA GLÓRIA, O RETORNO – CARTA DA ASSUMA PARA O IPHAN AGOSTO/2014

EXTRA! SOBREVOANDO O CAMPO DE GOLFE e TODOS OS POSTS

ÁREA DE ESPECIAL INTERESSE URBANÍSTICO A.E.I.U. TRANSCARIOCA – GABARITOS, ETC.