sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Artigo: THE SOCIAL & ENVIRONMENTAL COSTS OF RIO’S OLYMPIC GOLF COURSE, de Elena Hodges

"On its way to becoming reality, the project has handily steamrolled all potential roadblocks, from land-use regulations to environmental protection laws to legislative checks-and-balances".

Em RIO’S OLYMPIC GOLF COURSE WILL TRAMPLE A PROTECTED ECOLOGICAL GEM

Given these protections, the law passed in December 2012 is extreme in its provisions. First, it authorizes the construction of the golf course within the borders of the Marapendi Reserve, using the justification that building a golf course qualifies as sustainable use of the land. Additionally, it redraws the borders of the Marapendi Municipal Reserve in order to completely cut out the section that fell within the intended golf course site. The law effectively nullifies the area’s “permanent protection” status, handing this piece of public land over to a private developer, RJZ

Em THE SOCIAL & ENVIRONMENTAL COSTS OF RIO’S OLYMPIC GOLF COURSE


Internet

No último dia 21 divulgamos Artigo: RIO’S OLYMPIC GOLF COURSE WILL TRAMPLE A PROTECTED ECOLOGICAL GEM, de Elena Hodges, ou, ‘Campo de Golfe Olímpico esmagará uma joia ecológica protegida’ (em tradução livre), reproduzido do site NEXT CITY a non-profit organization with a mission to inspire social, economic and environmental change in cities by creating media and events around the world” onde for a publicado três dias antes.


Em sequência àquela pesquisa abrangente sobre inúmeros aspectos que envolvem a construção em referência - o Campo de Golfe voltado para os Jogos Olímpicos 2016 – a autora publicou outro texto, desta vez no site  Rio on Watch - community reporting on Rioonde apresenta novos ângulos e consequências daquela decisão – construir um novo campo para a modalidade em questão próximo a dois outros existentes na cidade – e de sua localização sobre uma Área de Proteção Ambiental – APA Marapendi e um Parque Ecológico, que contornam a Lagoa de Marapendi, AMBOS protegidos por legislação ambiental.


O novo artigo pode ser traduzido por ‘Os Custos Sociais e Ambientais do Campo de Golfe Olímpico do Rio de Janeiro’. Se obtivermos a tradução por parte do site republicaremos em seguida.


Mais esclarecimentos do blog no final do post*.

Boa Leitura.

Urbe CaRioca

 








BY ELENA HODGES | AUGUST 22, 2014



Rio on Watch


President of the Organizing Committee for the Rio 2016 Olympic Games, Carlos Nuzman recently remarked that “Rio 2016 is intensifying its relationship with society.” He continued, “The Games will leave a huge legacy for both Rio and Brazil… No other host city will have had such a big transformation from the Games as Rio.” 
The social impacts of the 2016 Olympics are indeed intensifying; whether that is a boon to Rio’s residents, however, is, to put it nicely, highly disputed.
The Olympic golf course is the perfect microcosm through which to identify much of what is wrong with the approach to Olympic infrastructure development in Rio. It is emblematic of the ways in which Rio’s preparations for the 2016 Games are deeply problematic.
The site chosen for the golf course sits on 1 million square meters of protected Atlantic Forest on the edge of the Marapendi lagoon in Barra da Tijuca. A mix of fragile mangroves, marshes, and sandbanks, the area contains about 300 identified species, from herons to capybaras to sloths, including endangered species such as the yellow-necked alligator, the beach lizard, and the crested guan.
In order to gain access to the golf course land parcel, Rio’s City Council passed Complementary Law 125 in late December 2012, during an emergency session just before their holiday recess.
The passage of Complementary Law 125 raises grave legal concerns. In order to free up this land for the course, legislative norms and democratic, participatory processes were either undermined or directly violated.
The City government bypassed an array of laws, from the federal Atlantic Forest Lawand Forest Code to municipal laws that designate most of the land as an Area of Environmental Protection (APA), subject to strictsustainable land-use guidelines. The remaining portion of the parcel was part of the public Marapendi Municipal Reserve, an area under “permanent protection,” theoretically off-limits to any and all development.
(…)


____________
Nota do Blog:

No centro do mapa, a área verde claro abaixo da mancha verde escuro pertencia à APA Marapendi e destinava-se ao Parque Municipal Ecológico de Marapendi, trecho do qual 58mil m² já haviam sido doados ao antigo Estado da Guanabara por imposição legal, configurando, portanto, área pública.  Em uma faixa situada entre as manchas verde claro e verde escuro deveria ter sido construída a Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, limite entre a APA e o Parque, uma obrigação dos construtores dos edifícios no trecho onde era permitido, próximo da Avenida das Américas. A obrigação foi dispensada; a Via Projetada foi eliminada e também incorporada ao Campo de Golfe, tal como a área antes protegida, proteção esta cancelada pelo atual Prefeito, hoje presidente do C40, e pelos Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro. O trecho restante entra a Avenida e a margem da Lagoa de Marapendi seria também doada e incorporada ao Parque Ecológico. A obrigação foi dispensada.

A outra mancha verde indicada à direita do terreno do Campo de Golfe foi doada à APA como compensação pela transferência de gabaritos de altura para o trecho junto da Avenida das Américas. No caso do Golfe a transferência também foi feita, porém, a propriedade continuou privada e o zoneamento ambiental foi modificado para permitir a construção do campo. A cidade e os moradores perderam parte da APA e do Parque Ecológico. Os investidores ficaram com todas as vantagens sob o argumento da Prefeitura - enganoso - de que o campo será público e foi compensado pela criação do parque (futuro) na Praia da Reserva, área já pertencente à APA.



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

VIADUTO ENGENHEIRO FREYSSINET, NO RIO COMPRIDO - PELA DEMOLIÇÃO, OU...


UM BAIRRO, UMA AVENIDA, UM VIADUTO.
NA URBE CARIOCA.

Blog Rio Antigo Fotos


A AVENIDA PAULO DE FRONTIN já foi um lugar aprazível. É o que mostram as fotografias de um Rio de Janeiro que não existe mais pelo menos desde os anos 1970, quando foi construído sobre ela o Viaduto Engenheiro Freyssinet, o popular Elevado da Paulo de Frontin.

Um de seus pares, o Elevado da Perimetral, também não mais existe. Foi demolido como parte das obras de reurbanização da Zona Portuária do Rio de Janeiro, no escopo do projeto chamado Porto Maravilha.


...


A grande diferença entre a Perimetral e muitos outros elevados espalhados pela cidade é que aquele viaduto passava principalmente por locais de uso predominantemente industrial, transportes e serviços - fábricas, armazenagem e linhas férreas para distribuição de cargas na retroárea do Porto do Rio -, e comercial ao longo da Área Central; outros atingiram áreas estritamente residenciais e de comércio local.






O Elevado da Perimetral, que, ao mesmo tempo e levou degradação e sombras ao “andar de baixo”, relegou bairros antigos e históricos ao esquecimento, e, paradoxalmente, contribuiu para a manutenção de características daquela ocupação que vieram a ser protegidas em seguida com a criação da Área de Proteção Ambiental conhecida por Projeto SAGAS - iniciais de Saúde, Gamboa e Santo Cristo. Nesses bairros a APAC preservou morros e o casario existente. Por outro lado, no trecho entre a Praça Mauá e o Aeroporto Santos Dumont não poupou construções históricas, entre as quais o antigo Mercado Municipal, primeiro seccionado e depois demolido, restando a solitária torre onde funciona o restaurante Albamar.

A presença do viaduto, a desativação dos ramais ferroviários e a complicada questão fundiária foram a receita para o abandono que durou décadas, não obstante várias tentativas dos governos locais de revitalizarem a região, travadas pelos governos federais aos quais os gestores municipais invariavelmente eram ‘oposição’.

Finamente o projeto teve início, empurrado por conveniente união entre as esferas governamentais e o apelo dos grandes eventos: Copa do Mundo e Jogos Olímpicos 2016. O modelo adotado – torres gigantescas a serem construídas mediante compra de títulos - ainda não deslanchou. Criticado por urbanistas e juristas, se dará certo, o futuro dirá. A mais recente tentativa de atrair investidores foi permitir “quitinetes” na área, os antigos “apartamentos JK”, para incentivar a construção habitações populares... ou sacrificar o urbanismo, na visão de Sonia Rabello.


...


Esta longa reflexão visa remeter à presença de tantos outros viadutos igualmente responsáveis pela degradação e desvalorização de bairros ou trechos de bairros residenciais talvez de modo ainda mais perverso do que o caso da Perimetral, ao atingirem diretamente a vida dos moradores e frequentadores, enquanto outros tantos continuam a ser construídos ao longo das “Transtudo”, cujos impactos ainda não podem ser avaliados.


Foto: Guilherme Maia*, 29/05/2014

Foto: Guilherme Maia

Foto: Guilherme Maia


Quanto aos elevados que já rasgaram a cidade, o caso da Rua Figueira de Melo e da Rua Bela (!), em São Cristóvão, e da antiga Avenida Rio Comprido - hoje Paulo de Frontin -, que abre este artigo, são emblemáticos. Na última, o que poderia ter sido classificado como patrimônio cultural edificado do bairro do Rio Comprido não resistiu. As poucas edificações antigas que sobraram estão imprensadas, sem insolação e cercadas de ruídos muito além do admissível. A maioria foi abandonada.

Convidamos o fotógrafo Guilherme Maia*, interessado que é pelos temas urbano-cariocas - e já ilustrou OS ARCOS DA LAPA, A PINTURA E A CAL -, para percorrer a Avenida Paulo de Frontin sob as prateleiras do Elevado e registrar o ambiente urbano que encontrou.

As imagens falam por si.



...



A notícia recente...
(segue)



Foto: Guilherme Maia


Foto: Guilherme Maia**



Foto: Guilherme Maia



Foto: Guilherme Maia**


Foto: Guilherme Maia




A notícia recente de que o Túnel Rebouças será reformado é alvissareira. E o que será dos acessos e saída das ‘bocas’ norte das galerias, sob o viaduto?

Melhor seria demolir também o monstrengo útil (a Perimetral também era útil, cabe lembrar), um horizonte distante se depender de atrair o mercado imobiliário como se pretendeu no Porto Maravilha.

Enquanto esse dia não chega, um bom projeto de urbanização, remodelamento e paisagismo seria um alento, dispensável falar em limpeza, saneamento e conservação, obrigações mínimas dos gestores públicos.



O Rio, os moradores e os frequentadores do lugar têm esse direito.


Foto: Guilherme Maia

Foto: Guilherme Maia

Foto: Guilherme Maia

Foto: Guilherme Maia

Foto: Guilherme Maia

Foto: Guilherme Maia

Foto: Guilherme Maia**

Foto: Guilherme Maia

Foto: Guilherme Maia

Foto: Guilherme Maia

Foto: Guilherme Maia


NOTAS:

* 1 - As fotografias são de autoria de Guilherme Maia e estão protegidas por direito autoral. Contato: guimaiafoto@gmail.com

**2 - O calçadão de Copacabana em pleno Rio Comprido é expressivo e significativo. Uma das leituras possíveis é que seja o chamado de um bairro que deseja ser belo como um cartão postal carioca. 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

O MÊS NO URBE CARIOCA – JULHO 2014

Caros leitores,
Em JULHO o caso do Cinema Leblon continuou na pauta. Tivemos vários posts sobre a Zona Portuária e São Cristóvão, novos aumentos de gabarito. Agradecemos a Sonia Rabello, Ephim Shluger, Virgínia Totti Guimarães, Jane Santucci, pelos artigos, e a Vera Dias pelas explicações sobre a conservação de monumentos históricos, que enriquecem o debate trazendo assuntos, informações e reflexões importantes para os leitores, seja escrevendo para o blog ou autorizando a reprodução dos textos quando publicados originalmente em outro local.
Meio Ambiente e Campo de Golfe também continuam presentes, e o Guarda Apita sem parar no pós-Copa do Mundo.
Abaixo, todos os títulos de julho e links respectivos.

URBE CARIOCA




JULHO/2014

SEMANA URBE CARIOCA 21/07/2014 a 27/07/2014 – JK NO PORTO, SEM PLANEJAMENTO URBANO, e SEIS ASSUNTOS: VARANDAS, RUA DA CARIOCA, ZONA PORTUÁRIA, GOLFE, HOTÉIS E IAB, e MARINA DA GLÓRIA

NOTÍCIAS URBANO-CARIOCAS – VARANDAS, RUA DA CARIOCA, ZONA PORTUÁRIA, GOLFE, HOTÉIS E IAB, e MARINA DA GLÓRIA

Artigo – INTEGRIDADE DO PLANEJAMENTO URBANO NO RIO: PRINCÍPIO A SER PRESERVADO, de Sonia Rabello

SEMANA URBE CARIOCA 14/07/2014 a 20/07/2014 – MUTILAÇÃO EM SÃO CRISTÓVÃO, GABARITOS PARA HOTÉIS E O FALSO VETO, DEVASTAÇÃO OLÍMPICA, e JOÃO UBALDO

Artigo: CÂMARA DO RIO FAZ VOTAÇÃO BENEFICENTE EM RECESSO PROCRASTINADO, de Sonia Rabello

A VEZ DE SÃO CRISTÓVÃO: CONSTRUÇÕES EM ZONA DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

SEMANA URBE CARIOCA 07/07/2014 a 12/07/2014 – BANHEIROS PÚBLICOS x PAISAGEM, ESTÁDIOS x LEGADO, e A ENXURRADA DE GABARITOS

SEMANA URBE CARIOCA 30/06/2014 a 04/07/2014 – POLUIÇÃO SONORA, PINTURA DOS ARCOS DA LAPA E OMISTÉRIO DO APITO


Artigo: A POLUIÇÃO SONORA DOS EVENTOS PRIVADOS DURANTE A COPA, de Virgínia Totti Guimarães



Arcos da Lapa
Foto: Guilherme Maia, junho 2014



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

SEMANA URBE CARIOCA 18/08/2014 a 22/08/2014 – BALNEÁRIO NO PARQUE DAS BENESSES, ARTIGO SOBRE O CAMPO DE GOLFE NO SITE NEXT CITY, E O BALNEÁRIO DE CHAPLIN


“Significant, without a doubt, but not
because of any misty-eyed Olympic
symbolism. Rather,  the course’s importance
stems from its environmental and legal
implications.

 On its way to becoming reality,
the project has handily steamrolled all potential
roadblocks, from land-use regulations to
environmental protection laws to legislative
checks-and-balances.

Trecho de Artigo: RIO’S OLYMPIC GOLF COURSE WILL TRAMPLE A PROTECTED ECOLOGICAL GEM, de Elena Hodges

 

PARA EXPLICAR O CASO DO CAMPO DE GOLFE DITO OLÍMPICO,
APENAS UM PROJETO PARA BENEFICIAR O MERCADO IMOBILIÁRIO
Desenho: Urbe CaRioca

 


Publicações dos últimos 07 dias e textos mais lidos
Os posts imediatamente anteriores; a estranha licença para construir um Balneário no anunciado Parque Natural Municipal da Barra da Tijuca, ou, Parque Nelson Mandela, o “Parque das Benesses Urbanísticas”; o artigo de Elena Hodges publicado no site Next City – um impressionante levantamento de informações e análise abrangente sobre o caso do Campo de Golfe prometido para os Jogos Olímpicos 2016; e um outro Balneário, onde Chaplin esbaldou-se!


Blog Urbe CaRioca

Segunda, 18/08/2014

SEMANA URBE CARIOCA 11/08/2014 a 15/08/2014 – MARINA e SANEAMENTO: CARTA AO PREFEITO, MARCADORES DO BLOG, e GOLFE: MP AJUIZA AÇÃO

Marina da Glória - Retirada das estacas 'por quebra'
Foto: Antonio Guedes


SEMANA URBE CARIOCA 04/08/2014 a 10/08/2014 – COM APALAVRA O CARIOCA, ZONA PORTUÁRIA SEM PERIMETRAL, A PARÓDIA SOBRE O CINEMA LEBLON, DIA DOS PAIS CARIOCAS 

MARCADORES DO BLOG - LISTA DE ASSUNTOS

CAMPO DE GOLFE, UMA SURPRESA: MP AJUIZA AÇÃO

 

Terça, 19/08/2014

PARQUE DAS BENESSES URBANÍSTICAS GARANTE A PRIMEIRA: O BALNEÁRIO


MAPA QUE ACOMPANHA O SUBSTITUTIVO AO PLC Nº 114/2012
(que deu origem à Lei Complementar nº 133 de 30/12/2013)

INDICA, COM HACHURAS, O SETOR II - ONDE HAVERÁ AUMENTO
DE GABARITO DE PELO MENOS 2 ANDARES, FORA ÁREAS
COMUNS, E REDUÇÃO NA TAXA DE OCUPAÇÃO DE 10%

Quinta, 21/08/2014

Artigo: RIO’S OLYMPIC GOLF COURSE WILL TRAMPLE A PROTECTED ECOLOGICAL GEM, de Elena Hodges



O Globo



Sexta, 22/08/2014

BALNEÁRIO: NÃO O DO PARQUE DAS BENESSES, MAS, CHAPLIN


telecinebrasil
                                                                     
chaplin.pl
                           
Os 10 posts mais lidos da semana
Se necessário copie o título na caixa de pesquisa acima.

PARQUE DAS BENESSES URBANÍSTICAS GARANTE A PRIMEIRA: O BALNEÁRIO

Artigo: RIO’S OLYMPIC GOLF COURSE WILL TRAMPLE A PROTECTED ECOLOGICAL GEM, de Elena Hodges

CAMPO DE GOLFE, UMA SURPRESA: MP AJUIZA AÇÃO

Artigo: MARINA DA GLÓRIA, SANEAMENTO E OLIMPÍADAS - CARTA AO PREFEITO E OUTRAS AUTORIDADES, de Antonio Guedes

UM PROJETO REAL E VIÁVEL PARA O METRÔ DO RIO, por Miguel Gonzalez

BALNEÁRIO: NÃO O DO PARQUE DAS BENESSES, MAS, CHAPLIN

SOU TIJUCANA DA GEMA, de Sonia Fragozo

POR QUE O GUARDA APITA?

VENDO O RIO: NOVA LISTA DOS IMÓVEIS A SEREM VENDIDOS

E SE VOCÊ FOSSE... O PREFEITO? O GOVERNADOR? A PRESIDENTE?