sábado, 30 de março de 2013

SEMANA SANTA, SEMPRE EM PETRÓPOLIS

                                                                                           
                                                                                         CRÔNICARIOCA


Desde que me entendo por gente, na Semana Santa vou a Petrópolis, a cidade de Pedro, nosso imperador. Se fiquei no Rio de Janeiro três vezes, foi muito.


Catedral de São Pedro de Alcântara, Petrópolis.
Foto de Waldyr Neto no blog Visitar Petrópolis



No feriado religioso a subida da serra com a família era obrigatória para curtir a casinha, o ar puro, e cumprir o ritual da Sexta-Feira da Paixão: nada de carne vermelha, sempre bacalhoada no almoço – receita da Mãe CaRioca -, à tarde visitar o ‘Senhor Morto’ na Catedral de São Pedro de Alcântara, rezar um pouco e voltar para casa um pouco antes de sair a procissão que tinha até reis em potencial.


Lá aprendi o que era matraca, pensava que fosse só quem falasse demais... Gente, o som é ensurdecedor!





Catedral de São Pedro de Alcântara, Petrópolis.
Vista Interna, nave principal.
Blog Visitar Petrópolis



À noite, canjica com leite de coco e polvilhada com canela, nada de amendoim. Que delícia! Porque será que fazemos canjica só na Semana Santa e rabanadas só no Natal? Hummm... Vou instituir uma nova modalidade: pelo menos duas vezes por ano, cada uma das gostosuras!


Petrópolis só traz boas lembranças. Claro que existem as ruins, mas as primeiras superam em muito as segundas, ainda bem!


Pequenos, meu irmão e eu nos escondíamos embaixo da mesa, proteção contra os frequentes relâmpagos e trovões assustadores, em meio a chuvas torrenciais, tudo bem pior na região do Quitandinha, Cremerie, Independência e Taquara, onde ficava a casinha. Passada a tormenta, que alívio! A mesa cumprira o seu papel e estávamos a salvo!




Palácio Quitandinha
Imagem: www.trekeart.com



Taquara era lugar de passar férias, lugar de brincar. Não para todos. As irmãs Alda e Valda, 14 e 12 anos, trabalhavam no hotel onde brincávamos. Eu gostava da Valda, éramos da mesma idade, ela era paciente com minhas perguntas sobre o funcionamento da mesa telefônica, que coisa complexa, ramais, pinos, furos, cordinhas para lá e para cá encontravam depressa o lugar certo ao primeiro trrriiiiiin!

Alda era séria, me olhava esquisito, meio de banda, até que um dia disparou:
_ “Eu sou comunista! Sabe por quê? Porque se aqui tivesse comunismo eu não estaria trabalhando e você brincando! Lá todo mundo é igual”!


Não entendi nada, bateu certa culpa, e ficaram muitas dúvidas. Se eu fosse comunista seríamos iguais, então... Estaríamos as duas trabalhando? Ou as duas brincando? Eu saberia encontrar os ramais? Nunca mais perguntei como ela conseguia passar as ligações.



Em um verão, 1966 ou 1967, Alda e Valda não trabalharam muito. No Rio de Janeiro, Petrópolis e outros municípios, enchentes, mortes, tragédias. Nenhuma mesa salvadora poderia resguardar famílias e crianças. O pavor estava no ar. O Pai CaRioca estava em São Paulo, a trabalho. Estradas fechadas, telefones mudos. Estávamos a salvo, mas o pai não poderia saber, em tempos sem celulares e internet.


A Mãe CaRioca deu a ordem: separar roupas, sapatos e brinquedos para levar a uma Rádio no Centro que pedia doações para quem havia perdido tudo menos a vida. No caminho comprou alguns cobertores e lençóis. O locutor dava informações sobre famílias petropolitanas que queriam mandar notícias para outras cidades. Uma ideia! A mãe fez um pedido e foi atendida. Não sei se o pai ouviu, mas o aviso foi ao ar: estávamos bem!



O tempo passou, e as tragédias que chegam com a chuva implacável continuam a se repetir invariavelmente.



Petrópolis, 2013
UOL


Espero que Alda e Valda estejam vivas e não tenham sido levadas pela água e pela lama que sistematicamente varrem Petrópolis. Se pudesse hoje diria a Alda que o que faltou não foi comunismo, mas, vontade política aos governantes de levar educação, segurança e saúde à população desassistida, dever de Estado que é promover o bem comum.


Gostaria que as famílias de Petrópolis – e tantas no Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras - não morassem nas encostas que se desmancham à toa, no sopé dos morros que recebem as águas da natureza, ou nas faixas non-aedificandi dos rios que transbordam. E que o poder público impedisse essas ocupações. O discurso ‘não tenho para onde ir’ não pode ser mais forte do que a opção de viver sob risco; ou permitir morar em área de risco - o que fazem os gestores.





Catedral de São Pedro de Alcântara
Petrópolis, 2013 - Foto: UOL
Se de um lado estão a ignorância, a falta de estudo, a irresponsabilidade, e a eterna espera pelo paternalismo oficial, na outra ponta seguem há décadas ou séculos a negligência criminosa e a conivência dos administradores que fazem vista grossa para as ocupações irregulares e, com cara de choro, surgem após a desgraça, culpando seus antecessores até Estácio de Sá.




Nesses aspectos Rio, Petrópolis, Teresópolis, Friburgo, Xerém e tantos outros, são iguais: as moradias em áreas perigosas crescem, visível e assustadoramente, a cada ano, e as tragédias se repetem, diante da omissão generalizada.


Gostaria que na Semana Santa os que perderam entes queridos e amigos para as águas de março, pudessem encontrar consolo, generosidade, e o calor humano de amigos. Quem sabe, em volta de uma travessa de canjica quentinha polvilhada com canela?


Que a celebração no Domingo de Páscoa, data que representa renovação e esperança, ajude a confortar as famílias de Petrópolis, Xerém e Rio de Janeiro.



Catedral de São Pedro de Alcântara, Petrópolis
Skyscrapercity

Que todas as Aldas e Valdas estejam bem; que tenham constituído família; que seus herdeiros tenham estudado durante o ano letivo e brincado nas férias; que tenham  passeado de charrete e andado de pantufas pelo Museu Imperial; que tenham ficado deslumbrados com a coroa do Imperador! Que hoje, juntos, visitem a linda Catedral da Cidade Imperial, acompanhem a procissão do povo, dos religiosos, dos reis e ouçam as matracas.





E que, no domingo, as irmãs um dia jovens telefonistas possam contar aos netos, entre risos, como era complicada aquela mesa telefônica, hoje também peça de museu!


Boa Páscoa!



RESSURREIÇÃO DE CRISTO - RAFAEL, MESTRE DO RENASCIMENTO.
Imagem: internet

quinta-feira, 28 de março de 2013

MAIS MARINA – PORTAL VITRUVIUS DIVULGA ABAIXO-ASSINADO



O Parque do Flamengo é o parque artificial mais lindo do mundo. Idealizado originalmente por Lota de Macedo Soares, é um aporte soberbo de arte e ciência. O passado nos legou esta maravilhosa e inacreditável aventura, que envolve as áreas da engenharia (desmonte do morro de Santo Antonio), urbanismo e arquitetura (equipe liderada por Affonso Reidy) e paisagismo (Roberto Burle Marx e equipe). A transformação deste espaço público extremamente qualificado em empreendimento privado é uma agressão aos mestres do passado. Que nós, cidadãos de hoje, não sejamos capazes da simples tarefa de legar aos nossos descendentes este esforço do passado é algo inacreditável.

PORTAL VITRUVIUS, Março 2013



CRISTO REDENTOR, ABENÇOE SEMPRE A NOSSA CIDADE
Foto: AAGR



Com o título Movimento de salvaguarda do Parque do Flamengo a página de notícias do Portal Vitruvius de Arquitetura e Urbanismo divulgou o manifesto de repúdio ao empreendimento comercial que poderá ser erguido na área da Marina da Glória, bem como o link para o respectivo abaixo-assinado.


O importante site tem publicado artigos com mais de uma visão a respeito. Através da caixa de busca é possível encontrar os textos recentes e artigos de 2006 – época da tentativa anterior de ocupação indevida, também com um Centro de Convenções e Shoppihg - que explicam o histórico do tombamento e as características especiais deste que é um bem cultural tombado público, cartão postal do Rio de Janeiro, símbolo cuja imagem e identidade não pertencem apenas aos cariocas, mas a todos os brasileiros e, mais recentemente, a todos, com a elevação do sítio a Patrimônio Mundial na categoria Paisagem Cultural Urbana em 01/07/2012.

NOTA:

Ontem publicamos MARINA DA GLÓRIA - AUDIÊNCIA PÚBLICA - 02/04/2013. No final do texto estão links para diversos artigos que esclarecem porque o projeto é ilegal e aprová-lo seria uma decisão perniciosa para a cidade. Hoje foi publicada convocação oficial para a "Audiência" no jornal O Globo. Prossegue o Road-Show.



Em primeiro plano, o parque integrado visualmente à Praça Paris, o Monumento aos Mortos na II Guerra e a pista de aeromodelismo.

À esquerda, o terreno da Marina da Glória com edificações de apoio às atividades náuticas. Ao Fundo, Praia do Flamengo, Baía de Guanabara,  Pão de Açúcar e Morros Cara de Cão, da Urca e da Babilônia.

À direita as construções dos bairros da Glória e Flamengo, com destaque para o prédio do Hotel Glória, inaugurado em 1922, hoje de propriedade da EBX.

A imagem mostra com clareza a separação entre área urbana edificável - os bairros - e a área pública non-aedificandi, o Parque do Flamengo, bem de uso comum do povo. Outras explicações em MAIS MARINA: A PROPAGANDA QUE ENGANA.

Imagem: Internet



Movimento de salvaguarda do Parque do Flamengo

Repúdio ao empreendimento do Eike Batista na Marina da Glória
Rio de Janeiro


Petição pública será encaminhada ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan

Com 65,5 mil metros quadrados, a Marina da Glória integra o Aterro do Flamengo, projeto paisagístico de Burle Marx e Affonso Eduardo Reidy tombado desde 1965 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O cenário ajudou o Rio a conquistar o título de Patrimônio Mundial como paisagem cultural urbana da Unesco.

Até 1995, a Marina da Glória era administrada pela Riotur. O espaço foi licitado um ano depois: venceu a Empresa Brasileira de Terraplanagem e Engenharia S/A (EBTE). O prazo da concessão era de dez anos, contados a partir de 1º de novembro de 1996. O contrato diz que caberia à empresa “acolher as embarcações de esporte e lazer, bem como a prestação dos serviços aos usuários e à comunidade em geral, sustentada com atividades comerciais”.
Antes do Pan 2007, pareceres do Iphan suspenderam um projeto da EBTE que pretendia construir uma garagem para barcos. No mesmo ano, a prefeitura ampliou para 30 anos o prazo de concessão, passando para 2036.

No entanto, em dezembro de 2009, a EBTE repassou, através de um termo de aditivo de contrato, o direito de administrar a Marina da Glória ao grupo EBX (ou empresa MGRio), de Eike Batista. Exatamente dois anos depois, o empresário decidiu construir uma garagem subterrânea para 1.500 veículos num empreendimento com estimados 44,9 mil metros quadrados de área construída e altura que poderia chegar a 15 metros.

A proposta original elaborada pelo escritório do arquiteto Luiz Eduardo Índio da Costa foi aprovada em 2011 pela superintendência do Iphan no Rio, em meio a críticas de urbanistas que julgavam que o plano descaracterizaria o Aterro do Flamengo, podendo inclusive interferir na observação do Morro Cara de Cão. Na época, também houve questionamentos sobre a liberação do projeto sem autorização do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan, que tem a responsabilidade de examinar, apreciar e decidir sobre questões relacionadas a proteção do patrimônio cultural brasileiro. Em meio à polêmica, Eike acabou suspendendo o empreendimento. Contudo, em julho do ano seguinte a EBX reapresentou o projeto, quando foi rejeitado pelo Iphan, que criticou cinco pontos. Após mudanças, o anteprojeto foi novamente enviado ao Iphan.

Sem qualquer divulgação ou audiência pública prévia, a Comissão de Análise de Recursos do Iphan aprovou, no dia 29 de janeiro de 2013, o novo anteprojeto do empresário Eike Batista de construir lojas, um centro de convenções e um prédio de 15 metros de altura numa área de 20 mil metros quadrados na Marina da Glória – cinco vezes maior do que a prevista no plano original do Aterro do Flamengo, datado de 1965.

Os órgãos comunitários que representam os moradores da região já se manifestaram contrários a qualquer iniciativa que amplie a área edificada da Marina da Glória ou desvirtue o seu caráter democrático. O Aterro do Flamengo é uma área pública com equipamentos culturais de acesso popular. Não faz parte do tecido edificável da cidade. Não é lugar para centro de convenções e shopping.

Sabemos que a decisão final de liberar ou não o empreendimento é do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan, que irá analisar o projeto executivo da EBX. Diante disso, os cidadãos abaixo assinados manifestam, por meio deste, repúdio ao projeto da EBX que irá descaracterizar a alma popular e o desenho paisagístico do Aterro do Flamengo.

link para petição www.avaaz.org

quarta-feira, 27 de março de 2013

MARINA DA GLÓRIA: AUDIÊNCIA PÚBLICA - 02/04/2013


UTILITÁRIO



AVISO

Foi marcada Audiência Pública na Câmara dos Vereadores sobre o projeto para a MARINA DA GLÓRIA, da empresa EBX-REX, que conta com o apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Será no próximo dia 02/4 às 10h. Foi organizada pelas Comissões de Assuntos Urbanos e Meio Ambiente.




Em primeiro plano, o parque integrado visualmente à Praça Paris, o Monumento aos Mortos na II Guerra e a pista de aeromodelismo. À esquerda, o terreno da Marina da Glória com edificações de apoio às atividades náuticas. Ao Fundo, Praia do Flamengo, Baía de Guanabara,  Morro Cara de Cão, Pão de Açúcar e Morro da Urca e Morro da Babilônia.



À direita as construções dos bairros da Glória e Flamengo, com destaque para o prédio do Hotel Glória, inaugurado em 1922, hoje de propriedade da EBX. A imagem mostra com clareza a separação entre área urbana edificável - os bairros - e a área pública non-aedificandi, o Parque do Flamengo, bem de uso comum do povo. Outras explicações em MAIS MARINA: A PROPAGANDA QUE ENGANA.



Componentes da mesa


Carlos Alberto Muniz - SMAC

Alexandre Pinto da Silva - SMO

Maria Madalena San Martin de Astacio - SMU

Carlos Roberto Osório - SMTR

Francis Bogossian - Clube de engenharia

José Conde Caldas - Ademi

Sérgio Magalhães - IAB

Empresa Imobiliária REX (Grupo EBX)

Maria Cristina Vereza Lodi – Iphan

Associação de Moradores – Flamengo, Catete e Glória

...


NOTA


Os que acompanham o blog sabem que nossa opinião é a de que não deveria haver debate porque não há o que debater, tratando-se de um projeto ilegal. Mas, esperamos que na reunião seja possível apresentar visões divergentes, e conhecer os argumentos dos que são a favor da construção de centro de convenções e shopping no Parque do Flamengo, os quais, certamente, poderão ser rebatidos um a um.


Para quem não conhece a opinião do Blog Urbe CaRioca – apresentada em vários posts e em artigos publicados no jornais O Globo e Folha de São Paulo, no Portal Vitruvius e no Blog do Eliomar -, os links para os textos no blog estão à direita, entre os mais lidos nos últimos 30 dias.




A entrevista ao Blog Eliomar está aqui.


O texto publicado no Portal Vitruvius está em MARINA DA GLÓRIA: ESTE PROJETO É IMPOSSÍVEL


O artigo publicado na Folha de são Paulo é PATRIMÔNIO DO RIO: PROTEÇÃO E RETROCESSO



Esperamos que as análises contribuam para difundir aspectos importantes da questão que não serão mostrados pelos defensores do projeto, pois cabem aos defensores da cidade.


Blog Urbe CaRioca


JORNAL O GLOBO - CAPA DO CADERNO ESPECIAL NO 448º ANIVERSÁRIO DE
FUNDAÇÃO DA CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO, 01/03/2013


terça-feira, 26 de março de 2013

O TRAMBOLHO NA LAGOA


Da série 'Trambolhos no Rio':
ESTÁDIO DE REMO X LAGOON



Evento da Heineken - março, 2013
Foto: SOS ESTÁDIO DE REMO




Parece que há um complô nesta Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro quando o assunto é barco, água, paisagem cultural, bem tombado, área pública, área de proteção ambiental... Contra a cidade, deve-se logo esclarecer.




Enseada de Botafogo
Foto: Pousada Rio Sol




O QUE SERÁ?
Foto: SOS ESTÁDIO DE REMO
Não bastando a polêmica sobre a Marina da Glória – e muita água ainda vai rolar – mal passou o réveillon, período durante o qual fomos obrigados a conviver durante dias com um monstrengo branco plantado às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, em cima da construção do Estádio de Remo que abriga os barcos, eis que o alvo elefante (não o da Marina, aquele continua caminhando a passos largos em direção ao Parque do Flamengo) retorna.




Note-se que a altura máxima permitida nas margens da lagoa é de 4.00m, apenas para pequenas construções de apoio às atividades de parque público que circunda a orla deste bem cultural tombado pelo município e união. Nem perguntem sobre os cinemas. Será que o IPHAN esteve por lá, também?



Dirão alguns ‘é só uma construção provisória, vai ficar ali durante pouco tempo’..., a mesma desculpa ou condescendência que planta outros monstrengos, que vão e voltam, em cima do Forte Copacabana – de novo bem cultural tombado, paisagem magnífica, etc.etc –, que já semeou as lonas da Marina da Glória, e outros provisórios-permanentes.



Laje de cobertura dos cinemas, atrás da segunda arquibancada, transformada em terraço para eventos. Local do novo trambolho, maior do que o da primeira foto.
Foto: Blog Cabresto


A reforma da laje que cobre as garagens de barcos não deixava dúvidas: aumentar a altura só um pouquinho, reforçar a laje de cobertura... Que não se estranhe caso em breve surja mais um andar ali. Afinal, se o monstro branco ficar, for embora, e voltar, sistematicamente, por que não fazer algo definitivo? A justificativa será igual à da Marina: “a altura do projeto é igual à do que lá está”. E, quem sabe, também no Forte?


O mesmo acontece em relação à segunda arquibancada. É nova. A antiga foi demolida irregularmente, na calada da manhã, enquanto a liminar judicial estava a caminho. Reconstruída, mais alta (para que os cinemas coubessem , é claro) - com a laje que se vê na imagem acima, nada inocente.


No código de obras há um artigo interessante, apelidado 'o da finalidade lógica'. Ora, qual a finalidade lógica daquelas lajes? Por enquanto, receber trambolhos de lona. Mais adiante... aguardemos.



Art. 122 – Para os efeitos do presente Regulamento, um compartimento será sempre 
considerado pela sua utilização lógica dentro de uma edificação. 

Parágrafo único – Essa utilização far-se-à de maneira privativa, pública ou semi-pública



Não podemos desprezar a importância de eventos que movimentam a economia e promovem a nossa cidade. São bem-vindos, desde que  as instalações provisórias sejam inseridas corretamente na nossa magnífica paisagem e que não causem impactos negativos. Se assim não for possível, que aconteçam nos edifícios, clubes, estádios, hotéis e centros de convenções existentes.



E que deixem as áreas públicas... públicas, e em paz.



...



NOTA: O trambolho que aparece na primeira foto já foi retirado. Outro foi instalado sobre a laje atrás da segunda (e agora única)arquibancada, sobre os cinemas. O blog providenciará a imagem e acrescentará aquiem breve.



Arquibancada principal (hoje desativada), segunda arquibancada e garagem de barcos, sem o trambolho.
Foto: AAGR, 2008


Segunda arquibancada reconstruída mais alta, ainda sem s cinemas e garagem de barcos, sem o trambolho.
Foto: AAGR, 2008

Área nobre às margens da Lagoa, usada para estacionamento. Ao fundo, o prédio da garagem de barcos sem a cobertura de lona, o elefante branco.
Foto: AAGR, 2012


Arquibancada principal desativada - área nobre, vista espetacular de 360º - uso atual de serviço: máquinas.
Foto: AAGR, 2012

Orla da Lagoa - área nobre usada para estacionamento.
Foto: AAGR, 2012

Marina da Glória - Lona 'provisória' para eventos.
Foto: flickr

Forte de Copacabana -  Evento nov. 2010. 

Foto: O Globo


Forte de Copacabana - Evento 2012
Imagem: uol

Enseada de Botafogo - Boate flutuante, 2013.
Foto: JB


segunda-feira, 25 de março de 2013

A SEMANA – 18/03/2013 A 22/03/2013



Ou seja, o dono do hotel quer fazer um anexo ao prédio, no Parque Público, como se o lugar fosse sua propriedade, o seu quintal!

Andréa Redondo em ‘MAIS MARINA: A PROPAGANDA QUE ENGANA



JORNAL O GLOBO - CAPA DO CADERNO ESPECIAL NO 448º ANIVERSÁRIO DE
FUNDAÇÃO DA CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO, 01/03/2013


Publicações da semana que passou
e textos mais lidos.



Os posts imediatamente anteriores dos quais o mais lido foi MARINA DA GLÓRIA: CENTRO DE CONVENÇÕES E SHOPPING - DUAS OPINIÕES. A polêmica sobre a Marina Pública do Rio prosseguiu na mídia e nas redes sociais. Este blog publicou MAIS MARINA: A PROPAGANDA QUE ENGANA. , que teve ótima receptividade. O famigerado Campo de Golfe começou a ser construído. E a comemoração pelas 40 mil visualizações em menos de um ano de vida. 

Enquanto O Elefante caminha e o ‘road-show continua, o abaixo-assinado de repúdio ao projeto de empreendimento comercial para a Marina já foi divulgado em outros Estados e tem recebido muitas adesões. No mais, dos dez posts mais populares dos últimos trinta dias, cinco foram sobre a marina.

Boa leitura!

Blog Urbe CaRioca





Segunda, 18/03/2013

A SEMANA - 11/03/2013 a 15/03/2013



Montagem: Urbe CaRioca








Terça, 19/03/2013


ORLA DA ZONA SUL
Onde se lê 'nova marina', leia-se 'centro de convenções e shopping'.
Foto: Blog Urbe CaRioca - março 2013


Quinta, 21/03/2013




Sexta, 15/03/2013




LARGO DO BOTICÁRIO
Foto: Alexandre Macieira - RIOTUR


Posts mais lidos da semana
Para acessar copie o título na caixa de pesquisa acima.


MAIS MARINA: A PROPAGANDA QUE ENGANA

MARINA DA GLÓRIA: OUTRAS OPINIÕES – Jornalista ELIO GASPARI / Arquiteto PASCAL CRIBIER

MARINA DA GLÓRIA: CENTRO DE CONVENÇÕES E SHOPPING – DUAS OPINIÕES
(Jornal O Globo e Andréa Redondo)

40.000 VISUALIZAÇÕES! Vale um POST.zitivo: Largo do Boticário! E um vídeo espetacular de 1938!

A SEMANA – 11/03/2013 a 15/03/2013

ANTIGO MUSEU DO ÍNDIO – 2: POR QUE DEMOLIR?

CAMPO DE GOLFE: LÁ, UM SUSPIRO DE ALÍVIO. AQUI, TRISTEZA E INDIGNAÇÃO

MARINA DA GLÓRIA – OS MISTÉRIOS NÃO INTERESSAM

RIO DE JANEIRO – HOTÉIS EM REFORMA, EM CONSTRUÇÃO, EM PROJETO, OU EM ESTUDOS

PACOTE OLÍMPICO 2 – O CAMPO DE GOLFE E A APA MARAPENDI