quarta-feira, 30 de outubro de 2013

DEMOLIÇÕES 4 - CASA DE PEDRA, PACOTE OLÍMPICO 1, HOTÉIS E BENESSES


“Se Janot analisou muito bem A Esquizofrenia do Poder, pedimos licença para lançar o sub-tema que nos preocupa - A Compulsão Hoteleira -, desejando, sinceramente, que haja demanda pelos milhares de quartos oferecidos na Cidade Maravilhosa e para que os hotéis novos fiquem repletos para muito além dos 60%  de ocupação atingidos durante a Copa das Confederações* e da Jornada Mundial da Juventude. Que o aumento extraordinário do valor das diárias dos hotéis para a época Copa do Mundo, como tem sido anunciado, não assuste os futuros hóspedes”.





HOTEL NACIONAL, São Conrado, Rio de Janeiro
Internet




Há algumas semanas um famoso colunista informou que coqueiros de um terreno que fica na Praia de Botafogo – vazio há anos e usado como estacionamento – seriam cortados, preparação do campo ( não o de GOLFE, O FAMIGERADO) para a construção de mais um hotel. A nota não nos surpreendeu. Quanto aos coqueiros, coitados, nada a fazer. Por certo foram plantados em tempos recentes apenas para proteger os carros do sol. Obviamente não seria caso de proteção de nenhuma espécie.

Outros imóveis que resistiam à renovação urbana finalmente sucumbiram. Se não havia interesse em vendê-los, ou questões jurídicas e familiares impediam a realização de negócios imobiliários, ou até constituíssem reserva de mercado intencional, fato é que, de repente, tudo foi contornado. As benesses do Pacote Olímpico 1 resolveram  todo e qualquer impedimento ou desejo de manter imóveis a salvo das retroescavadeiras.

As duas últimas casas da Avenida Atlântica foram abaixo. Terrenos vazios há décadas serão finalmente ocupados. Prédios pequenos serão substituídos por outros maiores. O retorno financeiro passou a ser interessante.

Se um dia esse quadro mudar – tomara que não – será fácil resolver: a compulsão hoteleira já terá construído mais de 50 hotéis novos no Rio. Bastará pedir a transformação de uso para prédio residencial ou de escritórios. Uma 'leizinha' nova providenciará a permissão que o pacote Olímpico 1 hoje veda: condição-disfarce estabelecida pela lei perniciosa, porque não há controle sobre tal futuro. 

De todos os benefícios, o destinado ao antigo Hotel Nacional foi o mais espantoso. Para dar viabilidade ao negócio autorizou-se a construção de uma torre de escritórios onde o zoneamento não permitia. Mas, tudo indica que o imbróglio jurídico que cerca a torre cilíndrica seja mais forte do que o presente contido no Pacote.

A casa rosa e a casa de pedra não existem mais. Nem outros prédios menores nas ruas internas de Copacabana. Nem o simpático art-decò que ficava na orla do Leme.  Na Barra da Tijuca deveriam trocar a placa “Sorria, você está na Barra” por “Sorria, a vista da Barra vem logo depois do hotel novo". Só o Nacional continua como estava: fechado. Até hoje nada aconteceu, nem com a benesse urbanística extrema a ele concedida.

As explicações sobre os benefícios especiais estão nos textos anteriormente divulgados neste blog.

Quanto ao futuro das construções gravadas com o uso eterno de hotel, só o futuro dirá. Dizem que eterno só Deus. No Rio de Janeiro, Deus tem concorrentes: os hotéis erguidos com as benesses olímpicas.






19/07/2013 - DEMOLIÇÕES – O NOVO NO LUGAR DO EXISTENTE E O PATRIMÔNIO CULTURAL CARIOCA 




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NOTA: Ontem o Jornal O Globo noticiou que o prefeito enviou à Câmara de Vereadores projeto de lei para a concessão de benefícios fiscais com vistas à construção de habitações na Zona Portuária. Mais uma vez, para tentar corrigir erros "urbano-cariocas" mais do que anunciados - neste caso, a ausência de áreas residenciais no projeto megalômano daquela região abandonada durante décadas devido a rixas políticas - anuncia-se a fórmula do incentivo fiscal. Mais uma vez, como no caso dos hotéis, abre-se mão de verba pública. O governo renuncia a receitas que deveriam ser usadas em benefício do cidadão, para consertar - na sua visão - as próprias decisões tomadas com base nos interesses do mercado imobiliário.

Como já foi dito neste blog, falta de aviso não foi. V. ZONA PORTUÁRIA SEM HABITAÇÃO + HOTÉIS = PACOTE OLÍMPICO 1


"Quanto à falta de habitação na região do Porto, o alcaide agora pretende 'consertar' a opção feita deliberadamente como declarado. Falta de aviso não foi (v. a opinião do presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB em ARTIGOS: ZONA PORTUÁRIA - OUTROS PONTOS DE VISTA e o post O PACOTE OLÍMPICO 2 E A ZONA PORTUÁRIA)."




terça-feira, 29 de outubro de 2013

Artigo: A CAMINHO DE GUARATIBA, de Luiz Fernando Janot


Recreio dos Bandeirantes, Serra da Grota Funda e Guaratiba
Diário do Rio, 2007



Publicamos neste blog alguns artigos sobre o Bairro de Guaratiba, e também os versos que contam como o alcaide teve a ideia de construir um projeto MCMV no terreno onde seria realizada a missa campal que encerraria a Jornada mundial da Juventude 2013. Abaixo estão os links para os artigos citados e, a seguir, o excelente artigo do arquiteto e professor Luiz Fernando Janot publicado no jornal O Globo em 26/10/2013 que contém considerações sobre aquela região do Rio de Janeiro, e indicações sobre que destino deve ser a ela reservado.










Boa leitura.
URBE CARIOCA






LUIZ FERNANDO JANOT


Até a transferência da capital federal do Rio para Brasília, em 1960, a população carioca restringia os seus hábitos cotidianos aos bairros em que vivia. De uma maneira geral, eles se distinguiam entre si por suas características geográficas e pelo perfil socioeconômico dos seus moradores. Nessa época, o bairrismo predominava na vida cultural da cidade. Os deslocamentos rotineiros da população, especialmente para o Centro, eram feitos através da extraordinária rede de bondes e das linhas de trens. Foram esses meios de transporte que, por muitos anos, determinaram a expansão urbana da cidade.

No contraponto desse processo de transportes coletivos despontava a emergente indústria automobilística brasileira e, com ela, o desejo de cada indivíduo possuir o seu automóvel. Tal tendência promoveu uma radical transformação na cidade. Ruas foram alargadas, túneis e viadutos foram construídos para facilitar a livre circulação de veículos. A exaltação do carro particular fez do bonde a sua primeira vítima fatal. Quanto ao sistema ferroviário, o destino não foi muito diferente. Todo o seu fantástico patrimônio foi sucateado pela má gestão e pela absoluta falta de investimentos. O transporte coletivo saiu definitivamente dos trilhos.

A partir de então, ônibus e vans assumiram o papel de protagonistas do processo de expansão urbana do Rio. O aumento indiscriminado das suas linhas possibilitou a atuação do mercado imobiliário em áreas periféricas totalmente desprovidas de infraestrutura. Recentemente, esse modelo predatório de expansão da cidade vem se agravando com a construção de shopping-centers nessas precárias localidades. O objetivo principal da implantação desses centros de comércio é valorizar os terrenos no seu entorno e atrair compradores para os novos lançamentos imobiliários. 

Quanto à infraestrutura para viabilizar esses empreendimentos, a tarefa fica por conta dos lobbies especializados em pressionar a administração pública para atender aos interesses desse mercado especulativo.

Diante dessa lógica perversa é preocupante o destino que poderá ser dado à região de Guaratiba. 

Não há dúvida de que a abertura do Túnel da Grota Funda, a implantação do BRT e as recentes melhorias no sistema viário local irão despertar a voracidade da especulação imobiliária — formal e informal — para intervir nessa região de gigantescas proporções. Para se ter uma ideia da sua dimensão territorial — pasmem — ela é maior que o Centro acrescido de todos os bairros da Zona Sul, de São Conrado, da Barra da Tijuca e do Recreio, juntos. Além disso, trata-se de uma região extremamente frágil do ponto de vista ambiental e da qualidade do solo. Inclusive, sujeita a alagamentos constantes como o que ocorreu recentemente e impediu a realização de um evento durante a Jornada Mundial da Juventude.

Felizmente, a prefeitura congelou a região por seis meses para que nesse período seja definido qual o modelo mais adequado de planejamento para a área. É importante assinalar que o Rio não comporta mais a expansão descontrolada do seu tecido urbano. Independentemente das decisões que venham a ser tomadas há que se pensar em criar um sistema integrado de planejamento e gestão pública que seja capaz de impedir a ocupação predatória dessa área singular da cidade.

Nesse sentido, parece-nos mais indicado concentrar a infraestrutura nos núcleos urbanos existentes e utilizar os lotes vazios que neles se encontram para promover o adensamento desejável. Seria extraordinário para a cidade e para a região metropolitana se fosse criada, simultaneamente, uma grande reserva natural para fins de preservação ambiental e conservação da biodiversidade, associada a um ou mais parques urbanos com áreas exclusivas para recreação e lazer. Certamente, esse conjunto de iniciativas representaria um novo marco para a política urbana da cidade do Rio de Janeiro.


Luiz Fernando Janot é arquiteto e urbanista



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

SEMANA 21/10/2013 a 24/10/2013 – NOTÍCIA SOBRE O CASO DAS PAINEIRAS, E A PRAÇA DO ANDARAÍ


“Quantas outras praças natimortas haverá nas milhares de páginas do Diário Oficial?”

Trecho de OUTRA PRAÇA CEIFADA: AGORA NO ANDARAÍ



Nada contra. Desde que não seja na Área de Proteção Ambiental Marapendi
Imagem: etsy

Publicações da semana que passou e textos mais lidos

Os posts imediatamente anteriores; aviso sobre a reunião para debater o caso complexo e misterioso do Complexo das Paineiras, e a praça que seria e não mais será construída no bairro do Andaraí.

Blog Urbe CaRioca



Segunda, 21/10/2013


Em Japeri existe um Campo de Golfe totalmente público.

Tem mudado a vida de crianças pobres da região.
Chama-se JAPERI GOLFE CLUB.
Para participarem as crianças devem estar na escola
e ter bom rendimento escolar.
O terreno foi doado pela Prefeitura de Japeri.
O campo foi construído com doações e patrocínios.
Dizem que o nosso, na APA Marapendi, será público.
Será?
Imagem: Blog 365 dias que acalmaram o mundo







Terça, 22/10/2013


Imagem que ilustrou

COMPLEXO PAINEIRAS: O ELEFANTE SUBIU O MORRO,
publicado neste blog em 29/08/2013

Imagem: Internet


Quinta, 24/10/2013


Ao eliminar a praça projetada a Resolução SMU incluiu
 uma pequeníssima modificação na ladeira denominada
 Rua do Outeiro. Assim, o ato principal - única intenção -
deixou de ficar isolado: um disfarce ineficiente.



Sexta, 16/08/2013

Devido à repercussão do texto anterior sobre a praça projetada no bairro do Andaraí, não houve post.


Imagem: Mercado Livre

Os 10 posts mais lidos da semana
Para acessar copie o título na caixa de pesquisa acima.

OUTRA PRAÇA CEIFADA: AGORA NO ANDARAÍ

CAMPO DE GOLFE: CONSEMAC, A REUNIÃO QUE NÃO OUVE NEM RESPONDE

SEMANA 14/10/2013 a 18/10/2013 – O MÊS DE SETEMBRO, A ESPANTOSA REUNIÃO DO CONSEMAC, E O DIA DO MESTRE

PAINEIRAS: NOTÍCIA SOBRE O ELEFANTE MISTERIOSO

UM PROJETO REAL E VIÁVEL PARA O METRÔ DO RIO, por Miguel Gonzalez

RIO DE JANEIRO – HOTÉIS EM REFORMA, EM CONSTRUÇÃO, EM PROJETO OU EM ESTUDOS

COMPLEXO PAINEIRAS, O ELEFANTE SUBIU O MORRO

VENDO O RIO, NO ESTADO – ESTUDO DE CASO: BOTAFOGO

GUARATIBA: DE ZONA RURAL A LAMAÇAL

BOTAFOGO: A PRAÇA CEIFADA ANTES DE NASCER


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

OUTRA PRAÇA CEIFADA: AGORA NO ANDARAÍ






Em outubro do ano passado publicamos BOTAFOGO: A PRAÇA CEIFADA ANTES DE NASCER (ou... BOTAFOGO: A PRAÇA E A RESOLUÇÃO). Na ocasião mencionamos a carência de espaços livres e públicos no bairro – tratada anteriormente no longuíssimo post VENDO O RIO, NO ESTADO - ESTUDO DE CASO: BOTAFOGO.

A decisão de não mais desapropriar o espaço – uma área particular declarada de utilidade pública para fins de desapropriação especificamente para a construção de uma praça – não se limitou à Zona Sul.

Um terreno situado na Rua Gastão Penalva nº 15 foi declarado de utilidade pública para fins de desapropriação, com vistas à construção de uma praça, pelo menos desde 1983. A intenção – não efetivada, por óbvio – foi reafirmada em 1993 com a  edição de novo decreto. Nada aconteceu. O decreto também caducou.

Em setembro no ano passado a Resolução nº 1051 de 10/09/2012* da Secretaria Municipal de Urbanismo aprovou o redesenho da quadra e cancelou aquela possibilidade.







A atribuição de aprovar ruas novas ou modificar as existentes, originalmente atribuição do Chefe do Executivo, foi delegada ao titular da Secretaria de Urbanismo em 1992 e mantida desde então, o que explica, por exemplo, o caso do famigerado Campo de Golfe que para ser construído exigiu o cancelamento de parte da Av. Pref. Dulcídio Cardoso, decisão de Secretário . 

 

Nos ‘considerando’ da Resolução para a Rua Gastão Penalva consta “a desistência do município na ação de desapropriação do imóvel atingido pelo PAA 10.281, e a necessidade de um novo projeto para a utilização do terreno”.

A frase engana. Certo seria “a desistência do município na ação de desapropriação do imóvel atingido pelo PAA 10.281, para o qual foi solicitada licença para obras de construção de um novo projeto para a utilização do terreno”.


Esquina das Ruas Gastão Penalva e Ernesto de Sousa, Andaraí
Google Maps


Nada se deve deduzir, mas comprovar. Porém, alguns números permitem traçar tal teoria. O processo de construção é de 2011 (02/270114/2011) e a Resolução é posterior - de set./2012, como citado; o critério é recorrente: idêntico ao ocorrdo em Botafogo, eliminando-se a possibilidade de criar uma praça em frente à Favela Santa Marta; nos últimos cinco anos vários imóveis foram desafetados do uso público – áreas doadas ao município – para serem alienadas, em especial na Zona Oeste incluindo-se Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Também providenciou-se a venda de Próprios Estaduais e Municipais, inclusive terrenos destinados a escolas.


A desistência do município em desapropriar a área não foi explicada. Talvez seja possível conhecer o motivo ao consultar os processos administrativos citados. No caso de Botafogo alegou-se “a ausência de previsão de ações do poder público no sentido da aquisição das áreas necessárias à execução das praças projetadas” e a proximidade com a Praça Corumbá, na verdade uma nesga ladeada pelo tráfego intenso da Rua São Clemente.


As praças ceifadas no nascedouro em Botafogo e no Andaraí, infelizmente, não constituem decisões isoladas, mas, uma característica da Política Urbana praticada nos últimos cinco anos com alguns aspectos perniciosos para a cidade. Em comum, as datas em final de gestão administrativa conhecida pelo viés expansionista do mercado imobiliário com critérios extremamente questionáveis.


Rua Gastão Penalva nº 15, Andaraí
Imagem: Urbe CaRioca

 

O terreno da Ex-futura Praça da Rua Gastão Penalva, vizinho ao projetado Túnel Extravasor do Rio Joana – que também nunca saiu do papel – é alvo das retroescavadeiras, embora não haja licença de obras concedida.


Quantas outras praças natimortas haverá nas milhares de páginas do Diário Oficial?


Se a desistência em dotar os dois bairros de novas praças e substituí-las por mais condomínios foi acertada – assim como em tantas outras áreas públicas, próprios municipais e estaduais que foram oferecidos à iniciativa privada –, que o digam os leitores do Urbe CaRioca, arquitetos, urbanistas e moradores das regiões.


De qualquer forma deve-se registrar que também não é justo um imóvel permanecer gravado durante 20 anos sem que o proprietário possa usufruí-lo nem a cidade receber a praça prevista! Há que decidir pelo melhor para o Rio, com celeridade.


Com ou sem as praças ceifadas antes de nascerem, trata-de um somatório de equívocos, injustiças e perdas de todos os lados.


No mínimo.




______________ 
NOTAS:

1 - A consulta via internet aos processos 02/001.058/2012 e 02/001.418/2011 mencionados na Resolução SMU 1051/2012 não está disponível, nem a visualização do PAA 7019, aquele que é “de difícil implantação”.
2 - *A Resolução
SECRETARIA DE URBANISMO
Secretário: Sergio Rabaça Moreira Dias
Rua Afonso Cavalcanti, 455 - 10ºandar - Tels.: 2976-2848 - 2273-6096

Resolução SMU Nº 1051 Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2012.
Aprova o Projeto de Modificação de Alinhamento (PA) 12.358 para as Ruas França Júnior e Gastão Penalva, Andaraí – IX RA.
O Secretário Municipal de Urbanismo , no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação em vigor, em especial a delegação concedida pelo Decreto nº 10934 de 02 de abril de 1992, bem como o opinamento PG/PUB/LRM nº 10/95, o que consta no processos 02/001.058/2012 e 02/001.418/2011 e
CONSIDERANDO a necessidade de ajustes no desenho do PAA 7019 que possui grande dificuldade de implantação e
CONSIDERANDO a necessidade de efetuar uma ligação entre a parte baixa e alta da Rua França Júnior e
CONSIDERANDO a desistência do município na ação de desapropriação do imóvel atingido pelo PAA 10.281, e a necessidade de um novo projeto para a utilização do terreno.
Resolve:
Art. 1º - Fica aprovado o PA 12.358 para as Ruas França Júnior e Gastão Penalva, Andaraí – IX RA.
Parágrafo Único - O projeto citado no caput deste artigo modifica o PAA 7.019 e substitui o PAA 10.281.
Art. 2º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Sergio Moreira Dias



3 - Análise de interesse:

Fugindo dos Alagamentos – Tijuca/Praça da Bandeira



terça-feira, 22 de outubro de 2013

PAINEIRAS: NOTÍCIA SOBRE O ELEFANTE MISTERIOSO

UtilitáRio


 Em 29/08/2013 publicamos COMPLEXO PAINEIRAS, O ELEFANTE SUBIU O MORRO. O texto teve boa repercussão. O assunto também foi comentado em NOTÍCIAS – 11/09/2013: Jardim Botânico, Paineiras, Guaratiba, e Jogos Olímpicos outra análise bastante acessada, que foi compartilhada nas redes sociais e na página da jurista Sonia Rabello.

Ontem o Cau Rio – BR divulgou que haverá uma reunião com gestores do Parque Nacional da Tijuca e com especialistas sobre o acesso ao Corcovado e o projeto das Paineiras, conforme informação das Associações de Moradores de Santa Teresa e Cosme Velho transcrita adiante.

Segue o convite para a reunião.

Sobre o embargo da obra não se teve mais notícias. Nem sobre a lei que autoriza tal projeto - o que seria impossível porque a mesma não existe!

Mistérios do Elefante que caminha lentamente morro acima...

NOTA: Guia internacional elegeu o Parque Nacional da Tijuca como o melhor lugar do mundo para caminhadas. A notícia circula nas redes.


Urbe CaRioca





Cau Rio-Br (divulgação nas redes sociais)

INFORME DAS ASSOCIAÇÕES DE SANTA TERESA E DO COSME VELHO

Importante a presença dos cariocas, amigos que se opõem aos novos polos geradores de visitantes nas Paineiras-Corcovado, do desnecessário mega-projeto de expansão do hotel local e dos modais de acesso previstos para uma área já conflagrada com milhares de visitantes por dia. Entende-se tal iniciativa como uma ofensa ao Parque Nacional, um impacto considerado excessivo e inaceitável, que não foi suficientemente estudado quanto as suas consequências. Na berlinda, a decisão apontada como equivocada e temerária dos oficiais do governo federal - minc/icmbio.



.. notícia de que um empreendimento de 20.496 metros quadrados será construído em pleno Parque Nacional da Tijuca (...) causa apreensão. (...) área tombada, de preservação ambiental. Mas os responsáveis garantem que a obra é necessária porque vai criar a estrutura para receber os dois milhões de visitantes anuais do Corcovado (...). O Instituto Chico Mendes (ICM-Bio), com aval do Iphan, permitiu, em julho, a construção do complexo turístico Paineiras, no lugar do tradicional Hotel Paineiras (...) abandonado. As obras, sob comando do Consórcio Paineiras-Corcovado, vencedor da licitação com validade de 20 anos, foram orçadas em R$ 63,5 milhões. Começaram este mês e devem terminar em 2015.

Nota do Urbe CaRioca: Não há menção à aprovação pela Prefeitura, a quem competem as decisões sobre o uso do solo no município.