sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

SENHOR PREFEITO, CADÊ AS VIGAS?

 CrôniCaRioca 
Ninguém é de ferro e muito menos de aço! Além disso, é Carnaval, folga de textos sérios!
A turma de Recife foi sensacional levando às ruas seu protesto contra os espigões que EMPATAM TUA VISTA, e empatam muito mais: a paisagem, a brisa e a tranquilidade que a indignação leva embora. Ah! Quem dera o TROÇA pudesse vir desfilar aqui em terras cariocas!
Aqui no Rio além dos "É DIFÍCIL" teríamos que fazer fantasia de RESERVA AMBIENTAL DEVASTADA, como seria? Pintar o corpo de verde, colar umas folhas na roupa ‘a la vegetação de restinga protegida’, uma capivara chorosa fazendo de chapéu, borboletas de plástico em móbiles esvoaçando em volta do folião? A gente ia desfilando e arrancando as folhas... Outro poderia se vestir de muro, o muro que vai cercar o campo de golfe, cortar a rua que não será sem nunca ter sido e empatar o passeio dos bichos, dos pedestres, dos ciclistas e motoristas. Poderia ser um folião nissei, um japonês-carioca que, bem-humorado, usaria uma placa pendurada no peito com seu nome: TAKAKARA NUMURU.






O TROÇA, em Recife, é imbatível, mas no Rio tivemos também a nossa irreverência criativa. Depois do sumiço inexplicável de vigas de aço pós-demolição do Elevado da Perimetral - pesando muitas toneladas -, um grupo de foliões do Bloco Escravos da Mauá se fantasiou de “CAÇA-VIGAS”. Fantástico!






E tem mais.


A marchinha vencedora do 9º Concurso Nacional de Marchinhas Carnavalescas foi justamente... 

CADÊ A VIGA?

A turma dos arrecifes diria “massa”!

Com vocês, a marchinha vencedora, letra e música para ouvir a aprender. Até o fechamento desta edição o Sr. Prefeito ainda não havia respondido à pergunta dos foliões!

Bom Carnaval!





Letra da música

Senhor prefeito
Não é intriga
Aonde foi
Que enfiaram aquela viga?

Senhor prefeito
Então me diga:
Aonde foi
Que enfiaram aquela viga?

Aquela viga
É grossa pra chuchu!
Vai ver até
Que esconderam no Caju

Aquela viga
Ninguém sabe, ninguém viu
Mandaram a viga
Lá pra ponte que partiu!

Foliãs no Bloco Escravos da Mauá



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

NOVO DEBATE SOBRE O PEU VARGENS



No último dia 20/02 a Rádio Nacional promoveu mais um debate sobre a lei urbanística vigente para a região das Vargens, o chamado PEU Vargens, que abrange os bairros de Vargem Grande, Vargem, Pequena, Camorim, e parte da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes. Para ouvir, o link está aqui.



Camorim e Estrada dos Bandeirantes - Foto: Custódio Coimbra
O Globo


Contou com a presença de Sidnei Menezes, Presidente do CAU-RJ, do arquiteto e urbanista Canagé Vilhena, e de Carlos Augusto Nacimento, da Associação de Moradores de Vargem Grande.

Além das considerações pertinentes de Sidnei Menezes, em um importante depoimento Canagé Vilhena faz um retrospecto sobre o processo de ocupação do território do município do Rio de Janeiro, em especial das terras das Zonas Oeste e Norte, seja pela garantia de acesso dada ao mercado imobiliário formal, pela liberação para a construção de loteamentos sem a necessária infraestrutura, ou pela ocupação irregular, todos os casos permeados pela ausência das condições mínimas de serviços públicos e melhorias urbanísticas.

Outros problemas da Região das Vargens foram relatados aqui em A INACREDITÁVEL ÁREA DE ESPECIAL INTERESSE AMBIENTAL – AEIA - DA REGIÃO DAS VARGENS publicado em novembro/2013, após termos participado de um debate anterior sobre o assunto, também no programa Tema Livre.

Para lembrar mais uma vez, os artigos de nossa autoria elaborados na época da edição da lei que aprovou o Projeto de Estruturação Urbana – PEU Vargens, publicados no Portal Vitruvius de Arquitetura e Urbanismo foram:


Poucos anos depois nos deparamos com a manchete PEU DAS VARGENS – UMA FEROZ ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, cujo título é autoexplicativo.

Falta de aviso não foi. Na sequência, Guaratiba que se cuide.






terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

CAMPO DE GOLFE E APA MARAPENDI, DUAS OPINIÕES: do JORNAL O GLOBO e de ANDRÉA REDONDO

Desenho: Urbe CaRioca


Ontem, 24/02/2014 o Jornal O Globo, no espaço dedicado a apresentar duas visões sobre um tema escolhido, sempre às segundas-feiras, levou ao grande público o caso do Campo de Golfe que está em construção na Barra da Tijuca. O contraponto à opinião do importante veículo de comunicação foi feito pela responsável por este blog. Divulgamos a seguir os dois artigos na mesma ordem em que foram publicados no jornal. Primeiro, a opinião do O Globo e, em seguida, a nossa.

O caso foi analisado pelo Urbe CaRioca em vários posts que detalham os aspectos mencionados no nosso artigo-síntese no qual devido ao espaço limitado pela diagramação não foram mencionados, por exemplo, o desrespeito ao Plano Diretor da Cidade, nem as divergências que levaram à dispensa de funcionários da Secretaria de Meio Ambiente, comentadas no blog e divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo.

Por óbvio não há mapas e fotos que esclareçam a localização e mostrem a área de reserva protegida às margens da Lagoa de Marapendi, imagens apresentadas nos artigos, necessárias aos esclarecimentos e fundamentais para a melhor compreensão do que fez a administração municipal.

Segundo divulgou o movimento Golfe para Quem? hoje haverá reunião no Ministério Público para tratar do assunto. O grupo convidou os interessados para comparecerem ao local às 14h. A notícia no Globo Esporte menciona outros aspectos. Para lembar: o Prefeito do Rio é presidente do C40, que reúne os representantes de 63 cidades para estudar propostas de medidas mitigadoras das mudanças climáticas.

E você, caro leitor, que opinião tem a respeito? Afinal, o debate continua.

Urbe CaRioca


NOTA - NOTÍCIA DIVULGADA  PELO GLOBO ESPORTE ON LINE NO FINAL DO DIA DE HOJE: REUNIÃO QUE PODERIA SUSPENDER OBRAS DO CAMPO DE GOLFE OLÍMPICO É ADIADA.

E agora, caro leitor?



Urbe CaRioca







TEMA EM DISCUSSÃO: Campo de Golfe da Barra da Tijuca
Jornal O Globo 24/02/2014




NOSSA OPINIÃO (do Jornal O Globo)

Ainda que com certa irregularidade, principalmente em razão das características específicas das demandas de cada obra, o Rio vem cumprindo o cronograma de intervenções urbanísticas com o qual se comprometeu ao reivindicar o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O programa de obras normalmente complexo para adequar uma cidade às exigências do Comitê Olímpico Internacional é uma questão irrecorrível para os municípios que se apresentam como candidatos a promover o evento.

No caso da candidatura carioca, a essa premissa geral juntou-se uma particularidade — a necessidade de o Rio, independentemente de ter sido escolhido como sede das Olimpíadas, enfrentar o problema de uma rede de infraestrutura deficiente, defasada, já insuficiente para dar conta de históricas demandas.

A isso, acrescentou-se um agravante: a escolha da Barra da Tijuca para concentrar competições e equipamentos olímpicos — por decorrência, a fim de receber a parte substancial dos investimentos previstos para preparar a cidade com vistas a 2016 — potencializou o desafio da infraestrutura.

A região ainda se ressente de um modo de ocupação que, em geral, passou ao largo de um planejamento bem estruturado. Com isso, ao lado de problemas como uma deficiente rede de transporte de alta frequência, convivem outros como agravos ambientais, rede sanitária insatisfatória etc.

Por óbvio, são grandes questões urbanísticas, complexas em si, agravadas por anos de leniência do poder público. A oportunidade olímpica deu grande impulso ao enfrentamento de tais demandas, e é por esse viés que a população do Rio recebe a maior parte dos benefícios que vêm sendo incorporados à malha urbana, e que ficarão para a cidade como legado dos Jogos de 2016. Outras intervenções, no entanto, ainda são objeto de questionamentos, mesmo diante da evidência de que, ao fim, o saldo será positivo para o Rio.

Caso da construção do campo de golfe numa área entre a Avenida das Américas e a Lagoa de Marapendi. Esse equipamento, que marcará a reincorporação dessa modalidade esportiva às Olimpíadas, 112 anos depois de sua última inclusão no programa de competições (em 1904, nos Jogos de Saint Louis), será um dos mais cristalinos legados do evento: a partir de 2016, funcionará como uma instalação pública para incrementar o desenvolvimento do esporte não só no Brasil, bem como incentivar o turismo nacional e internacional associado ao golfe.

A contrapartida do município para fazer frente ao investimento de R$ 60 milhões, pela iniciativa privada, o orçamento do campo, foi a liberação de uma área para a construção de um empreendimento imobiliário e um hotel.

Não houve atropelos legais nesse processo, uma vez que a Câmara de Vereadores aprovou legislação específica para uma ação integrada em que, de uma só tacada, a cidade ganha um campo de golfe de padrão internacional e amplia a oferta hoteleira.


Internet


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OUTRA OPINIÃO - ANDRÉA REDONDO

As ações recentes do poder público no Rio de Janeiro têm sido qualificadas como “para Olimpíada”, mesmo que não o sejam, conforme declarado pelo prefeito! Os Jogos são pretexto para todo projeto, apropriado ou indevido. Nesse âmbito sobressaem-se as questões relativas ao uso do solo, objeto de inúmeros desmandos.

O caso do campo de golfe na Barra da Tijuca é recordista em aspectos danosos à cidade. O local eleito pelo Executivo, um terreno situado entre a Avenida das Américas e a Lagoa de Marapendi, destinava-se em parte à construção de casas e edifícios, englobava uma reserva ambiental e uma via projetada. Essa via foi idealizada por Lúcio Costa para resguardar a Reserva Biológica de Jacarepaguá, instituída em 1959, atual Área de Proteção Ambiental — APA Marapendi.

O proprietário construtor dos primeiros prédios deveria tê-la implantado, mas, a seu pedido, a obrigação de fazer o trecho da rua foi cancelada em 2006 para que pudesse construir um campo de golfe pequeno. Se ruim do ponto de vista urbanístico, ao menos a APA ficaria íntegra!

Em 2013, para garantir a enorme área necessária às tacadas olímpicas, o prefeito e seus vereadores mudaram a lei vigente. O zoneamento ambiental foi alterado e a APA, mutilada; uma área pública que compunha a reserva, doada à cidade por exigência legal, foi excluída do Parque Natural Municipal de Marapendi e incorporada ao campo. Liberados de doar terras — que também seriam públicas — e construir a via, os empresários do mercado imobiliário conseguiram ainda mais privilégios e favores, como tantos feitos em nome dos Jogos de 2016. A lei nova aumentou a área de construção permitida e a transferiu para a Avenida das Américas, que receberá prédios mais altos.

As benesses urbanísticas que circundam o golfe olímpico apresentam sua pior face na prevalência do interesse particular sobre o público e no descaso com aspectos urbanísticos e ambientais relevantes para o Rio. Sacrificar parte da reserva ambiental concebida há mais de meio século; bloquear o livre contorno da Lagoa de Marapendi; suprimir uma rua necessária; e aumentar gabaritos em troca de um equipamento esportivo privado, para a elite (mesmo se aberto ao público), cuja necessidade não é clara (há outros locais dispostos a receber a modalidade), será um legado nocivo das Olimpíadas.

O incentivo do governo aos empresários em detrimento do respeito ao bem comum e ao interesse coletivo é indefensável. Lamentavelmente os abusos da administração municipal só encontram obstáculo nas diligentes ações do Ministério Público pelos direitos da sociedade, que, no caso, estão em curso! O prefeito do Rio pode reverter o jogo, manter a reserva e o caminho que a contorna. Seria uma boa notícia para levar ao C40, grupo mundial em ações climáticas que preside. Por coerência e por obrigação inerente ao cargo que ocupa.

Andréa Redondo é arquiteta



Local do Campo Olímpico de Golf Rio 2016 (Foto: Divulgação)
Note-se a indicação da área sobre a Reserva Ambiental. A imagem de outubro/2011.
A lei que mudou o zoneamento ambiental em tramitação relâmpago ao findar o ano de
2012 - o Pacote Olímpico 2 - foi sancionada em janeiro de 2013.
Obs: O Pacote foi aprovado Sem o Bode.



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

SEMANA 17/02/2014 a 21/02/2014 – GUARATIBA, MÊS DE JANEIRO, GOLFE X PLANO DIRETOR, E EMPATANDO TUA VISTA

Assim, além de mutilar a reserva ambiental e interromper uma rua importante prevista no sistema viário da Baixada de Jacarepaguá, desconsideraram o instrumento principal de planejamento e ordenação do território municipal, conforme previsto na Constituição da República.”.

Trecho de CAMPO DE GOLFE RASGA PLANO DIRETOR DO RIO


Página FB Golfe para Quem?

 

 

 

Publicações da semana que passou e textos mais lidos

Os posts imediatamente anteriores; notícias do IAB-RJ - debate sobre Guaratiba; os posts do movimentado mês de Janeiro; o desrespeito ao Plano Diretor para licenciar o Campo de Golfe; e o sensacional protesto de foliões de Recife contra os espigões na capital pernambucana, texto recordista de acessos desde EXTRA! MUDANÇA NA SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE - SMAC.

NOTA: Os posts do Urbe CaRioca já podem ser acessados através da rede Facebook. A quem está no FB basta acessar a página de mesmo nome e "curtir", para receber as postagens nessa mídia social.

Andréa Redondo

Segunda, 17/02/2014

SEMANA 10/02/2014 a 14/02/2014 – GOLFE X C40, RODA-GIGANTE, e DEBATE SOBRE GUARATIBA



SEMANA 03/02/2014 a 07/02/2014 – HOTÉIS OLÍMPICOS, NÃO À RODA-GIGANTE, MUDANÇAS NO CENTRO, NYT E AS DESIGUALDADES SOCIAIS


O PREFEITO, O C40, O GOLFE, O DISCURSO, A PRÁTICA, E O MP






 

Terça, 18/02/2014







Quarta, 19/02/2014








Quinta, 20/02/2014







Sexta, 21/02/2014







Os 10 posts mais lidos da semana
Para acessar copie o título na caixa de pesquisa acima.

UMA IRREVERÊNCIA CRIATIVA URBANO-RECIFENSE

CAMPO DE GOLFE RASGA PLANO DIRETOR DO RIO

DEBATE NO IAB-RJ: VOZES DE GUARATIBA

UM PROJETO REAL E VIÁVEL PARA O METRÔ DO RIO, por Miguel Gonzalez

O MÊS NO URBE CARIOCA – JANEIRO 2014

PEDRAS PORTUGUESAS E CARIOCAS

O PREFEITO, O C40, O GOLFE, O DISCURSO, A PRÁTICA, E O MP

PACOTE OLÍMPICO 2 – O CAMPO DE GOLFE E A APA MARAPENDI

SEMANA 10/02/2014 a 14/02/2014 – GOLFE X C40, RODA-GIGANTE, e DEBATE SOBRE GUARATIBA

ONDE A RODA-GIGANTE DEVE SER INSTALADA?


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

UMA IRREVERÊNCIA CRIATIVA URBANO-RECIFENSE


CrôniCaRioca




Edifícios altos que brotam a todo instante, muitas vezes inadequados, não são prerrogativa do Rio de Janeiro. Há quase um ano o Jornal O Globo publicou uma série de reportagens sobre a verticalização das construções nas grandes capitais brasileiras.


Belém
Foto: Pedro Kirilos O Globo 20/04/2013 
As transformações físicas significativas no perfil urbano daquelas cidades, na forma de torres gigantescas criadas e vendidas com apelo à modernidade e ao conforto, contrastam com a falta de infraestrutura geral para todos – inclusive os moradores dos prédios novos -, um infeliz lugar comum.


Foram exemplos Belém, Aracaju, Fortaleza, São Luís... Segundo a matéria jornalística de abril/2013 em Belém grandes torres convivem com coleta precária de lixo e ruas sem esgoto, calçadas ou placas de identificação.



Através de Sonia Rabello em artigo de 2010 conhecemos problemas ocorridos no Panamá com a densificaçao da capital exacerbada pela implantação de muitas torres com 50 andares.

De João Pessoa/Filipeia, o carioca Ailton - que  mudou-se para lá,  lançou seu olhar sobre a bela cidadee já veio matar saudade e passear na urbe carioca -, nos contou que na capital da Paraíba as leis urbanísticas protegem ao menos a lindíssima orla marítima dos espigões. Esses só podem ser plantados a dezenas de metros de distância das águas. Na beirada, altura máxima das construções é de 12,50m.


Recife parece um paliteiro. Várias outras cidades do nordeste, também.






Nesta semana pré-carnavalesca aconteceu em Recife um desfile de foliões animadíssimos que merecem muitos aplausos! O nome do grupo é Troça Carnavalesca Mista Público-Privada Empatando Tua Vista, conforme explicam os autores, “um ato político-folião crítico à verticalização excessiva, que negligencia o planejamento, a história do lugar, privatiza o descortinar da paisagem e a vista das frentes d'águas e dos monumentos”.

Sensacional!

Além de ser o nome uma graça, com base na ideia de Claudio Tavares de Mello o grupo confeccionou uma alegoria especialíssima: ao longo das ruas desfila um conjunto de “prédios altos” de pano que ‘empatam a vista’ de todo mundo, até de quem está no meio da brincadeira do Troça Carnavalesca, também chamado carinhosamente de TÁ EDIFÍCIO.

Os “edifícios” acompanham vários os blocos e mostram sua bandeira: “lutar por um Recife para as pessoas, com mais vida nas ruas, com mais espaço para todo mundo e que todos tenham direito à vista”, nas palavras de Edinea Alcântara. Têm feito o maior sucesso! Brincam de obstruir a vista de prédios históricos e bloquear a paisagem. A todo o momento se ouve “Deixa eu passar, seu predinho!”.





Esse foi o modo criativo e irreverente que recifenses preocupados com o futuro da cidade encontraram para criticar “o modelo de arquitetura que altera completamente a paisagem e empata a vista dos nossos monumentos, das nossas praias, das nossas águas”, diz ainda Edinéa.








Aqui no Rio de Janeiro do “Tudo pra Olimpíada”, estão previstos muitos espigões para a Zona Portuária, e a Área de Proteção Ambiental de Marapendi foi cortada para garantir a construção de um Campo de Golfe e de prédios mais altos voltados para ele!


Desenho - Urbe CaRioca


Voltando ao Nordeste, se alguém quiser replicar a ideia em outras terras, o Troça dá a receita** para a “construção” de muitos edifícios compridos. Não precisaram aprovar uma lei urbanística nova à revelia das vozes da sociedade para que surjam prédios perenes. Os espigões são de lona, para o Carnaval!

Viva Recife!

Urbe CaRioca





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* Queremos por meio dessa brincadeira no carnaval lembrar o que vem acontecendo com nossa cidade, gerando desconforto, gerando incômodo, com um paredão de torres na sua frente sem você consentir. O Recife está precisando que todos nós briguemos por ele. Em apenas 3 projetos de somente uma construtora teremos mais 10.000 carros. (...)

O Recife é de todos nós, moradores que amamos essa cidade e que estamos incomodados com esse modelo de "desenvolvimento" que não inclui todos. Estamos lutando por um Recife para as Pessoas, com mais vida nas ruas, com mais espaço público para todo mundo e que TODOS TENHAM DIREITO À VISTA.

A receptividade que encontramos em duas participações - no Som Na Rural e nos Amantes de Gloria - é um sinal de que as pessoas estão incomodadas com esse modelo de arquitetura que altera completamente a paisagem e empata a vista dos nossos monumentos, da nossa praia, das nossas águas. (...)

Unidos somos fortes e poderemos escrever a nossa história de forma diferente. A luta não é fácil, mas outras cidades conseguiram. Uma sociedade civil forte pode muito. Já tivemos evidências disso em todas as outras brigas em que o Direitos Urbanos entrou. No próximo sábado, sairemos no Pisando na Jaca e nos Barbas. Se você gostou, compartilhe, precisamos espalhar essa ideia e engrossar esse cordão! O RECIFE MERECE MUITO MAIS DO QUE TORRES EMPATANDO A TUA VISTA!
Edinéa Alcântara



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Depois de ver o tutorial, se o tecido tiver 2,20 ou 2,50 de largura, pois isso será a altura, compre o comprimento relativo ao perímetro da sua torre. Se sua torre tiver 0,70 por 0,70m de lado, você compra pouco mais de 2,80m, por conta das costuras e do velcro para fechar a torre. Se o tecido tiver 1,40m de largura, compre duas alturas da torre que você quiser. Aconselhamos altura de 2,50m, então seriam 5m de tecido. Tecidos recomendáveis: murim, bramante e TNT. O algodaozinho dá mais trabalho pra pintar. Aconselhamos também cores bem claras, até mesmo de preferência branco com janelas bem escuras (melhro pretas) para melhor contrastar de noite. Desenhe um molde de janelas como você quiser. Aconselhamos moldes vazados em cartolina e pintar com um rodo usando tinta pra tecido. Embaixo, em cima e na lateral prende-se com velcro. Embaixo pode-se colocar um arame para melhor definir o formato da torre (0,68m x 0,68m, por conta das costuras).