sexta-feira, 30 de outubro de 2015

VLT DO RIO ATROPELA A LEI E O PATRIMÔNIO CULTURAL DA CIDADE, de Sonia Rabello



A inaceitável destruição do calçamento “pé-de-moleque” encontrado na Rua da Constituição, feita sorrateiramente durante o fim-de-semana - divulgada pelo grupo S.O.S. Patrimônio e por este blog na segunda-feira - ainda repercute através da grande imprensa e em sites importantes, como é o caso de Sonia Rabello – A Sociedade em busca do seu Direito.

Reproduzimos artigo publicado ontem pela professora e jurista, cujo texto -  leitura é imprescindível - reforça a indignação de centenas de cariocas e defensores do patrimônio cultural do Rio de Janeiro. A seguir estão links e trechos de notícias recentes, uma que contém ironias: quem destruiu o piso histórico batizou um trem de VLT de 'João do Rio', homenagem ao cronista do Rio Antigo apenas para inglês ver, esta uma expressão usada por pretensos “espertos” no tempo da Escravidão, época do piso que deveria ser preservado.


Ao contrário, a descoberta foi descartada pelo gestor da vez no ano em que se comemoram quatro séculos e meio de fundação da Cidade.

Urbe CaRioca



A destruição, com retro-escavadeira, no último fim-de-semana,
Foto: Marcus Alves, 26/10/2015


Sonia Rabello, 29.out.2015

A notícia de violência contra o Patrimônio Cultural da Cidade, relatando-se que uma rua de pé-de-moleque foi destruída por tratores para dar passagem ao futuro Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e que irá transitar no Centro do Rio chocou os cariocas.
Tudo se passou num piscar de olhos. Subitamente, enquanto a sociedade se movimentava para garantir a preservação daquele indubitável documento histórico da Cidade, com um abaixo assinado pelo seu tombamento, a empresa e/ou a Prefeitura, dotada de todo o seu arsenal administrativo, já teria obtido um nada obsta do IPHAN para continuar as obras, preservando um resquício ridículo daquele patrimônio cultural.
Ninguém sabe ainda quem e com que base técnica foi dado o parecer e a autorização para esta destruição, obviamente.  Mas ficam algumas indagações.
1. Se o bem não era tombado, por que então preservar o resquício dele?  
2. Se o bem cultural, embora não tombado, tinha valor cultural federal – o que justificaria a intervenção do IPHAN quanto a questão do tombamento – dever-se-ia acautelá-lo, provisoriamente, para em estudo técnico, ainda que célere, verificar, em que extensão ele deveria ser preservado.  
E, neste caso, não bastaria uma manifestação somente da Superintendência do Rio, mas também da Presidência do IPHAN, para a preservação provisória. Foi o caso?  Preservou-se 15 metros por decisão de quem? Por que só este “pedaço” teria valor cultural para tombamento?
3. Mas, se o caso não fosse de tombamento, e sim de preservação arqueológica, a questão é mais complicada, para se compreender a suposta autorização do IPHAN.  Isso porque os bens arqueológicos são protegidos por força de lei e não de ato administrativo, embora haja dúvidas quanto ao alcance deste entendimento aos bens históricos.  
E, como se esta incompreensível ação do IPHAN não bastasse (conforme divulgada pela imprensa, já que o órgão não se dignou, como de hábito, a fazer qualquer nota ou esclarecimento público a respeito, desprezando, solenemente, a sociedade carioca que lhe dá apoio), ainda há outras considerações a serem feitas. Vejamos:
O achado da rua em pé-de-moleque foi uma descoberta arqueológica, como foram outras em várias áreas de obras no Rio, especialmente na área portuária, onde aconteceu o maior deles, o Cais do Valongo, que é objeto de proposta para patrimônio mundial.  
A exigência da pesquisa arqueológica para estas obras é obrigatória também em função da norma municipal - decretos 22.872 e 22873 de 2003, e também em função do disposto na Lei Orgânica do Município, art.30, XXX, e art. 350.
...

Rua da Constituição, Centro, sexta-feira, 25/09/2015Foto: Marconi Andrade


O Globo – 27/10/2015

Tinha uma pedra no meio do caminho do Veículo Leve sobre Trilhos. Uma não, milhares, todas com quase 200 anos, do tempo em que a Rua da Constituição, no Centro, chamava-se Rua dos Ciganos. Há poucas semanas, a prefeitura anunciou a descoberta do calçamento de pé de moleque e a vontade de preservá-lo. Em reportagem do GLOBO, publicada dia 17, município e concessionária VLT Carioca contaram ter encaminhado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) proposta de adequação de projeto, de modo a preservar uma porção do antigo piso.
Na segunda-feira, veio a realidade.

Destak – 27/10/2015

O pesquisador Marcus Alves, membro do grupo, flagrou a retirada a caminho do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), na última segunda, para entregar a petição.
"O fim de um sonho. Neste fim de semana, aproveitando da situação de um Centro da cidade vazio, foi destruído o calçamento histórico da rua da Constituição. E com ele a memória de um Rio Colonial", denunciou ele na página do S.O.S Patrimônio do Facebook.
A historiadora Sheila Castelo, umas das idealizadoras do grupo, disse ao que a ideia era criar um roteiro histórico na região. "Já imaginou que roteiro maravilhoso passaria a oferecer nossa cidade?", sugeriu. "Imagine, então, se todos estivessem próximos ao circuito do VLT?".

Estadão – 29/10/2015

"O calçamento era do fim do século 18 e início do século 19. Em alguns trechos dava para perceber os pisos sobrepostos dos dois séculos. Em uma pequena parte era possível ver até o resto do trilho do bonde, que é do início do século 20. Agora, tudo isso está coberto por terra", lamentou o historiador Marcus Alves, do Arquivo Nacional.
"O slogan da prefeitura para as obras em regiões históricas do Centro é "Ao mesmo tempo em que o Rio se moderniza, a cidade redescobre o passado". A frase consta da placa instalada na Rua da Constituição, com informações sobre as obras. O pé de moleque é formado por pedras arredondadas, de tamanhos variados e alinhadas de maneira desigual, como acontece, por exemplo, no centro histórico do município de Paraty (RJ).

O Globo – 30/10/2015
  

terça-feira, 27 de outubro de 2015

DESTRUIÇÃO DO PÉ-DE-MOLEQUE COM MAIS DE 200 ANOS NA GRANDE IMPRENSA

Rua da Constituição, Centro, Rio de Janeiro
Foto: Marconi Andrade, 04/10/2015

As notícias já estão no Globo on line, foram apresentadas hoje cedo, no Bom Dia Rio, e à noite, no RJTV Segunda Edição.

A destruição do piso "pé-de-moleque" encontrado na Rua da Constituição também foi objeto de centenas de comentários nas redes sociais, nenhum favorável à retirada do piso histórico realizado pela Prefeitura / CDURP.

Toda a cronologia desde o achado até à destruição está na postagem de ontem neste blog urbano-carioca. Entre as visualizações no blog e o alcance na página Urbe CaRioca já são mais de 3000 acessos em 24 horas.

Fica demonstrado que o carioca não é indiferente às questões ligados ao patrimônio histórico e cultural, e deseja que a memória urbana da Cidade do Rio de Janeiro seja preservada. 

A quantidade de comentários nas redes sociais repletos de tristeza, revolta e indignação comprovam essa afirmativa.

A reportagem afirma que o IPHAN autorizou a retirada das pedras e 15,00m2 serão reinstalados, dois aspectos duvidosos: o primeiro partindo de um órgão importante é qualificado como é o Instituto; o segundo devido à retirada com retro-escavadeira, salvo se o tratamento dado ao trecho poupado for outro.

Além disso, segundo a apresentação no RJTV, o IPHAN informou que o calçamento não é tombado! Que o tombassem, então!

Só resta lamentar, nas palavras do historiador Marcus Alves, "o fim de um sonho".

Urbe CaRioca


O Pé-de-Moleque da Rua da Constituição e o VLT
Montagem: JoãodoApex, outubro 2015



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

PÉ-DE-MOLEQUE DA RUA DA CONSTITUIÇÃO: DESCOBERTA, DIVULGAÇÃO, MOBILIZAÇÃO, TELEVISÃO, MAS, EM VEZ DA POSSÍVEL PRESERVAÇÃO, DESTRUIÇÃO E INDIGNAÇÃO!






Tudo começou com um passeio pelo Centro.

O historiador Marcus Alves membro do S.O.S. PATRIMÔNIO - grupo de rede social que luta pela preservação de bens culturais antigos - informou que as obras para instalação do VLT no Centro do Rio revelaram o piso de pé-de-moleque, calçamento que pode ter cerca de 200 anos de idade, memória viva do Rio de Janeiro.

Depois da publicação do artigo O PASSADO RESSURGE NO CAMINHO DO VLT, de Marcus Alves em 10/08/2015, da nota publicada no jornal O Globo dois dias depois, e de outras postagens - inclusive sobre o abaixo-assinado que solicita a proteção do calçamento – o assunto ganhou a mídia impressa, a televisão, e a Prefeitura chegou a acenar com a possibilidade de preservar a importante descoberta.


Rua da Constituição, Centro, Rio de Janeiro
Calçamento "pé-de-moleque"
Foto: Marcus Alves, 10/08/2015
Infelizmente, o cenário encontrado hoje à tarde por Marcus Alves e Marconi Andrade, após informação do grupo sobre movimentação de obra na Rua da Constituição, foi devastador:
“... agora à tarde enquanto nos dirigíamos ao IPHAN para entregar a petição [o abaixo-assinado] com as assinaturas, fomos surpreendidos pela notícia postada aqui sobre a Rua da Constituição. Dirigimo-nos imediatamente para lá e... foi o que se viu. Nada mais a declarar, as fotos falam por si.”

“O fim de um sonho. Neste fim de semana, aproveitando da situação de um centro da cidade vazio, foi destruído o calçamento histórico da Rua da Constituição. E com ele a memória de um Rio Colonial. Poderia ter sido um belo exemplo de união entre passado e futuro, as pedras e o VLT, mas preferiu-se, mais uma vez a destruição pura e simples. Resta aos que podem viajar aos países que preservam sua história e admirar os seus monumentos. Porque os nossos se perdem um pouco mais a cada dia.”

Marcus Alves

Abaixo, a lista das postagens neste Urbe CaRioca (inclusive sobre os achados também na Praça XV de Novembro e na Avenida Rio Branco), links para as notícias publicadas na imprensa e noticiário televisivo, e mais imagens do que foi encontrado.

Tudo indica que, dado à repercussão do assunto, a destruição dos achados foi apressada para que a preservação perdesse o sentido. Quem sabe este blog está enganado?

Urbe CaRioca




Fotos: Marcus Alves, 26/10/2015


  


10/08/2015 - O PASSADO RESSURGE NO CAMINHO DO VLT, de Marcus Alves

12/08/2015 – UM PÉ DE MOLEQUE NO CENTRO (Coluna Ancelmo Góis)

28/08/2015 - PÉS-DE-MOLEQUE AGORA NA PRAÇA XV

30/08/2015 - RIO BRANCO x PRIMEIRO DE MARÇO - DOMINGOS NA URBE CARIOCA

28/09/2015 - RUA DA CONSTITUIÇÃO, PÉ-DE-MOLEQUE SOBRE PÉ-DE-MOLEQUE

05/10/2015 - PÉS-DE-MOLEQUE DO RIO ANTIGO - PASSADO REVIVIDO, RIO A PRESERVAR

09/10/2015 - CONSTITUIÇÃO, A DOS PÉS-DE-MOLEQUE, EM ‘PROSPECÇÕES CASUAIS’ de Eduardo Cotrim

18/10/2015 - PÉ-DE-MOLEQUE - MOBILIZAÇÃO COMEÇA A SURTIR EFEITO


Fotos: Paulo Schwartz, 24/10/2015



O CASARÃO DA RUA DO RIACHUELO - CRÔNICA DE UMA DESTRUIÇÃO ANUNCIADA, de Julio Reis

Reprodução da internet

Quem passou pelo local nas últimas décadas pode acompanhar a lenta degradação e o quase total desaparecimento do

“... grande solar do século XVIII, pertencente ao Visconde de São Lourenço, e que muito lembrava o Paço Imperial por sua arquitetura de pórticos em pedra, gradil em ferro batido e vários caimentos de água...”, palavras do artigo de Julio Reis.

O autor, não obstante, tem esperança pela recuperação e reconstrução do imóvel.

Boa leitura.
Urbe CaRioca


Rua do Riachuelo esquina com Rua dos Inválidos
Foto: Julio Reis, out. 2015


CRÔNICA DE UMA DESTRUIÇÃO ANUNCIADA

Julio Reis

No início dos anos 90 o Jornal O Globo informava o desabamento da área interna de um velho casarão situado na esquina da Rua do Riachuelo com Rua dos Inválidos, no Centro do Rio. Tratava-se de um dos últimos exemplares da arquitetura portuguesa de residência coletiva ainda ocupada com essa função em pleno século XX. Transformou-se num grande cortiço com população que superava 200 pessoas divididas entre os mais de 50 quartos, tal era o porte da construção. No andar térreo funcionavam barbeiro, vendas de frutas, sala de bilhar, etc.



Esse grande solar do século XVIII, pertencente ao Visconde de São Lourenço - que muito lembrava o Paço Imperial por sua arquitetura de pórticos em pedra, gradil em ferro batido e vários caimentos de água - era sem dúvida uma das maiores construções do Centro no mais completo estado de abandono. O histórico do prédio, tombado em 1938 e registrado no Guia dos Bens Tombados, informa que naquele terreno foram construídas diversas casas térreas.


Seu proprietário era o antigo oficial das ordenanças Antonio da Cunha. De 1820 a 1829 as inscrições constantes dos livros de lançamentos da Freguesia de São José registram o nome do Visconde de São Lourenço como proprietário de uma casa com loja, sobrado e sótão.



O prédio possuía três pavimentos, o primeiro com 6 portas de frente para a Rua do Riachuelo sendo a porta principal marcada com um delicado trabalho em escultura no frontão esculpido em pedra. O segundo pavimento tinha sete portas sobre balcões, sendo três sobre balcão corrido de linha ondulante e quatro isoladas, duas de cada lado, com guarda-corpo de ferro fundido. A construção possuía um entablamento com boa molduração. Tinha pilastras e bandas na altura do terceiro pavimento que ocupava apenas a parte central da fachada.

O que mais nos deixa indignados é que essa construção onde hoje funciona um estacionamento, após a saída das famílias que nela habitavam, sofreu permanentemente atos de vandalismo e destruição intencional. Aos poucos e devagar as paredes internas desmoronaram misteriosamente, uma a uma até não restar nada como se fossem de papel. Independente do clima - chuvoso ou não - vizinhos ouviam marretadas e o barulho de pessoas trabalhando na demolição do prédio sem serem incomodados pelo poder público ou qualquer representante do patrimônio. Logo depois o gradil em ferro do século XVIII-XIX foi completamente removido, além de os velhos portais de madeira e as telhas do século XVIII.

Onde estarão todos esses materiais antigos e nobres? Porque o Governo não desapropriou esse imóvel se os seus donos nunca fizeram nada para preservá-lo?

Com base no levantamento histórico-fotográfico do imóvel feito por tantos estudiosos e pelo IPHAN, mesmo diante do pouco que resta da fachada, certamente ainda é possível reconstruí-la e também erguer as paredes externas que caíram, pois a arquitetura desse período era uma arquitetura de linhas retas predominantes e poucas curvas, fácil de reproduzir atualmente. Dessa forma teríamos de volta um imóvel completo do Século XVIII, que foi tão importante na história do desenvolvimento do Centro do Rio: um exemplar histórico de caráter único.


sábado, 24 de outubro de 2015

O MÊS NO URBE CARIOCA – AGOSTO 2015

Área retirada do Parque Municipal Ecológico Marapendi, reserva ambiental integrante da Área de Proteção Ambiental Marapendi, para a construção de um Campo de Golfe: aproximadamente 450.000,00 m², ou, 45 ha.

Obs. Nessa medida está incluída a parte de 58.000,00 m² doada ao antigo Estado da Guanabara, portanto área já tornada pública e pertencente ao Parque. o restante seria obrigação do empreendedor dos condomínios Riserva também passar para a Prefeitura como parte do processo de licenciamento para construir, obrigação esta que, junto com a de construir a Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, foi dispensada em mais uma benesse urbanística prejudicial à cidade com a qual proprietários do terreno e construtores foram agraciados, entre outros favores.



AGOSTO foi mês com recorde de visualizações no Blog Urbe CaRioca desde a sua criação, em abril/2012.
A polêmica sobre a poluição das águas da cidade retratada nas mídias nacional e internacional foi comentada com a versão em português do artigo O RIO DE JANEIRO À BEIRA D’ÀGUA; outro artigo, também de autoria do blog, com reflexões sobre as Olimpíadas que acontecerão daqui a 1 ano teve grande repercussão e muitos compartihamentos; propostas de leis que estão na Câmara de Vereadores – Direito de Superfície, PEU Ilha do Governador, o PACOTE 2015 a caminho; o vai-e-vem da obra gigantesca na Floresta da Tijuca; os achados arqueológicos durante escavações para obras de urbanização na Rua da Constituição e na Praça XV; um bate-boca entre estrelas; e a proposta do blog para que aos domingos sejam fechados vários circuitos para pedestres e ciclistas no centro histórico da cidade, Centro do Rio de Janeiro, foram outros temas analisados e comentados no período.

Boa leitura.

Urbe CaRioca

  AGOSTO 2015

 

10/08/2015 - O RIO DE JANEIRO À BEIRA D’ÀGUA, de Andréa Redondo (versão em português)

05/08/2015 - VAI TER OLIMPÍADA!

07/08/2015 - DIREITO DE SUPERFÍCIE A CAMINHO, DIREITO À CIDADE IGNORADO

12/08/2015 - COMPLEXO PAINEIRAS - OUTRA OBRA POLÊMICA 'VAI-E-VOLTA'

13/08/2015 - DIREITO DE SUPERFÍCIE E ILHA DO GOVERNADOR – DOIS DISCURSOS

14/08/2015 - PLC Nº 96/2015, UM NOVO RETALHAMENTO DA LEGISLAÇÃO EDILÍCIA, de Canagé Vilhena

17/08/2015 – UM BATE-BOCA OLÍMPICO-GABARITADO VIA BBC E REDES SOCIAIS

19/08/2015 – O METRÔ QUE O RIO PRECISA – O QUE ESPERAR APÓS AS OLIMPÍADAS

21/08/2015 - O MÊS NO URBE CARIOCA – MAIO 2015

24/08/2015 – MAIS UM PACOTE DE LEIS URBANÍSTICAS PARA O RIO DE JANEIRO

25/08/2015 – O CAMPO DE GOLFE, DITO OLÍMPICO, NA TV ALEMÃ ZDF - VÍDEO

27/08/2015 – QUESTIONAMENTOS SOBRE O NOVO PACOTE DE LEIS URBANÍSTICAS PARA O RIO

28/08/2015 – PÉS-DE-MOLEQUE AGORA NA PRAÇA XV

30/08/2015 – RIO BRANCO x PRIMEIRO DE MARÇO - DOMINGOS NA URBE CARIOCA



Rua da Constituição, Centro, Rio de Janeiro
Calçamento "pé-de-moleque"
Foto: Marcus Alves, 10/08/2015

 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

PEU DA ILHA DO GOVERNADOR – AUDIÊNCIA PÚBLICA DIA 22/10/2015

Internet


O Grupo criado nas redes sociais intitulado PEU-ILHA-Projeto de Erro Urbanístico – uma analogia crítica à figura do Projeto de Estruturação Urbana - é formado por “Organizações Sociais, Coletivos, Fóruns da Ilha do Governador e outros grupos, que discordam do novo modelo de PEU DA ILHA DO GOVERNADOR, que querem impor aos INSULANOS, o que não vai melhorar nossa qualidade de vida em nada”.

Os organizadores convidam a todos para a Audiência Pública, amanhã, sobre a tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 107/2015, que "INSTITUI O PEU ILHA DO GOVERNADOR – PLANO DE ESTRUTURAÇÃO URBANA DOS BAIRROS DA RIBEIRA, ZUMBI, PITANGUEIRAS, CACUIA, JARDIM GUANABARA, JARDIM CARIOCA, PRAIA DA BANDEIRA, COCOTÁ, BANCÁRIOS, FREGUESIA, TAUÁ, MONERÓ, PORTUGUESA, GALEÃO E CIDADE UNIVERSITÁRIA, INTEGRANTES DA XX RA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS" nos seguintes termos:

Participe da luta contra o PEU da E$PECULAÇÃO IMOBILIÁRIA que ameaça piorar o trânsito e a qualidade de vida nas ilhas do Governador e do Fundão. Convide sua família, vizinhos e amigos. Sua participação é fundamental para juntos construirmos uma cidade mais democrática e sustentável.

Data e horário: Dia 22/10/2015, quinta feira, às 10 horas
Local: Câmara de Vereadores (Cinelândia)
Para opinar a respeito via rede Facebook: LINK

________________
NOTAS

Posts a respeito neste blog


Depoimento e chamada para participação de Maria Helena Quinze Dias, moradora da Ilha do Governador

ALERTA GERAL: BOM DIA, BOA TARDE, BOA NOITE AMIGOS INSULANOS!
A seu modo nossa ILHA DO GOVERNADOR o abrigou e às suas famílias e deu-lhes o seu melhor, que já foi bem melhor, mas pode piorar caso o Prefeito e seus apaniguados “desçam a marreta sobre nossa região” – atingindo a todos nós.
Há meses alguns de nós percorremos a Cidade e a ILHA tentando chamar atenção para o pior que está se aproximando: a alteração do gabarito, hoje em 3 e 4 andares, que a adensou além de seus LIMITES NATURAIS. Trata-se do PEU ILHA (Plano de Estruturação Urbana – PLC-107/2015) que será “votado” nesta quinta-feira dia 22/10 a partir das 10h da manhã na Câmara dos Vereadores, Palácio Pedro Ernesto, Cinelândia.
Somos 400 mil moradores e temos provavelmente 400 mil ou mais veículos entre fixos e flutuantes.
Sem a ajuda da mídia daqui que fez questão de esconder a mudança e não apresentou o assunto à população – como seria de se esperar de uma mídia NÃO COMPROMETIDA; sem partidos ou políticos envolvidos; sem representantes oficiais interessados em impedir o desmando - pois os Vereadores eleitos por nós se aliaram ao Alcaide; sem verbas e sem patrocínio, lutamos contra a ganância desmedida dos empreiteiros financiadores de campanha e de “candidatos eleitoreiros” com um único ingrediente - o AMOR Á ILHA!
A ILHA DO GOVERNADOR precisa de nós! E nós precisamos da sua ajuda! Sentimo-nos na obrigação de lutar por nossa ILHA porque a amamos.
Se você trabalha no Centro consiga um tempo, fale com seu Chefe, peça ajuda aos colegas, e venha lutar conosco contra este embuste! Temos que derrubar a votação! Vale lembrar: somos 400 mil, não podemos nos curvar... CONTAMOS COM SUA PRESENÇA E SOLIDARIEDADE!
Maria Helena Quinze Dias