sábado, 28 de novembro de 2015

PEU DA ILHA DO GOVERNADOR - REUNIÃO SECRETA




Uma reunião secreta sobre a proposta para mudar a lei urbanística em vigor para a XX Região Administrativa: é o que informa a fala do vereador Cesar Maia, ex-Prefeito do Rio de Janeiro, no último dia 26/11,  no Plenário da Câmara de Vereadores, publicada no site daquela Casa de Leis.

O texto está transcrito a seguir.

Postagens anteriores sobre o assunto podem ser encontradas com os marcadores 'Ilha do Governador',  'Índices Urbanísticos', 'Projeto de Lei Complementar', 'Gabaritos' e 'Poder Executivo', entre outros.


Nota: As imagens de Fernando Oliveira foram divulgadas nas redes sociais. Fazem lembrar a fábula urbano-carioca recente -  AS ÁRVORES E O BURGOMESTRE LENHADOR. Aludem a um projeto apresentado pelos gestores públicos locais que pretende dar início a várias ações pela proteção e valorização do Meio Ambiente, entre outros aspectos.



Urbe CaRioca





Sobre o PEU DA ILHA DO GOVERNADOR
    
ORDEM DO DIA

Pela Ordem


Informações Básicas

Texto da Ordem do Dia

O SR. CESAR MAIA - Senhor Presidente, conforme havia feito uma questão de ordem na Sessão anterior, ontem houve uma reunião às 10 horas da manhã na SMU, com o Rio Galeão e Associação de Moradores de Tubiacanga, para tratar do PEU da Ilha do Governador. A reunião foi secreta.

Eu pediria a Vossa Excelência que solicitasse a SMU que nos informasse o conteúdo dessa reunião para dar publicidade. Porque daqui a pouco, nós estamos votando o PEU da Ilha e uma reunião dessa importância não vai ser informada e repassada para os vereadores?

Eu pediria que a SMU nos informasse, afinal de contas não foi convidado nenhum vereador, não foi aberta, pelo menos que se explicitasse o que foi decidido e resolvido nessa reunião.

Era isso Senhor Presidente, muito obrigado.



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

MARIO MOSCATELLI - CARTA ABERTA AO GOVERNADOR E AO PREFEITO

Rio Jacaré e Lagoa da Tijuca
Foto: Mário Moscatelli


Mario Moscatelli acompanha há algumas décadas as más condições ambientais de rios, lagoas e da Baía de Guanabara, bem como a devastação de faixas marginais e encostas devido às ocupações irregulares, na Cidade do Rio de Janeiro. O quadro encontrado se agrava a cada dia, como comprovam as diversas imagens que o biólogo publica nas redes sociais, e as várias explicações apresentadas em entrevistas, e os noticiários no rádio e na televisão.

A Carta Aberta reproduzida a seguir foi compartilhada no último dia 20/11 com o pedido de divulgação geral para que chegue aos endereçados: o governador do Estado e o Prefeito do Município, solicitação ora atendida por este blog.


Urbe CaRioca






SENHOR GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO JANEIRO

SENHOR PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO


Gostaria de alertá-los para a bomba relógio ambiental que os senhores e os demais moradores da Baixada de Jacarepaguá estão gestando.

Praticamente nada do que foi acertado sob o ponto de vista ambiental, foi executado, com vistas às "Olimpíadas à la brasileira", como disse sarcasticamente o presidente do Comitê Olímpico Internacional - COI.

Internet

Os rios continuam podres como há seis anos - época da indicação da cidade para sediar o evento -, a recuperação das lagoas continua travada pelo preciosismo da avaliação dos experts do Ministério Público Federal - MPF, e as consequências para esse quadro são:

.   Proliferação de cianobactérias que, dependendo da espécie, podem causar câncer de fígado;
.   Proliferação de marcófitas aquáticas em canais e rios, aumentando a presença de insetos hematófagos – o que potencializa problemas como o da dengue reduz a drenagem dos mesmos, potencializando inundações;
.   Contaminação das praias da Barra e da Joatinga durante os períodos de maré baixa de sizígia por meio de todos os resíduos e contaminantes que saem das lagoas;
.   Mortandade de peixes como a ocorrida no mês de agosto passado no entorno do parque olímpico;
.   Mau cheiro insuportável, fruto da liberação de gás sulfídrico e metano, nas imediações do parque olímpico, proveniente dos rios podres;
.   Agravamento de todos esses problemas em consequência da continuação do crescimento desordenado sem freio.

Poderia me alongar com mais alguns itens, mas considero que esses já sejam suficientes. No “pior dos mundos” prováveis, além do fiasco ambiental da Baía de Guanabara, poderemos ter um fiasco ainda mais retumbante no sistema lagunar se entrar uma frente fria, de moderada a forte, que crie as condições de desestabilização ambiental necessárias para a eliminação de gases do fundo pútrido das lagoas e com a consequente mortandade de peixes, aliada a inundações, caso as chuvas sejam mais intensas.

Portanto, senhores, espero que prevaleça o bom senso, e os senhores com o pouco tempo residual que temos, façam efetivamente algo que possa nos gerar ao menos um mal estar menor diante de todo o mundo, bem como uma melhoria mínima das condições ambientais do sistema lagunar, atualmente e nos últimos 30 anos, uma grande “latrina e lata de lixo” em nossa cidade.

Destaco que todas as instalações olímpicas na Baixada de Jacarepaguá estão sob a influência direta da Lagoa de Jacarepaguá.

Conto mais uma vez com os atentos assessores de imprensa governamentais para que essa postagem chegue às autoridades o quanto antes.

Agradecido.

Biólogo Mario Moscatelli

Obs.: Solicito aos que comungam das minhas opiniões e alertas que repliquem a postagem a fim de que a mesa chegue aos tomadores de decisão enquanto há algum tempo.


Foto: Mário Moscatelli
Foto: Mário Moscatelli


NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS "RICOS" E "POBRES" (v. as duas próximas imagens)


Diferente do que muitos pensam e escrevem, A DEGRADAÇÃO É DEMOCRÁTICA, isto é, ela permeia todas as classes sociais das mais diferentes formas, umas degradam mais, outras menos, mas sem dúvida, todas degradam. Esclareço isso, pois insistentemente, algumas pessoas investem no discurso do "fascismo verde" ou do "socialismo verde" onde dependendo de qual classe social e ou local que vivam, a culpa da degradação ou é do "favelado" ou é do "rico".
Infelizmente a DEGRADAÇÃO É DEMOCRÁTICA e surge da relação coflituosa, parasitária, predatória que temos com os recursos naturais, amplificado principalmente em sociedades de baixa qualidade de educação, onde o analfabetismo funcional é quase regra e onde discursos segregacionistas se espalham como água pelas forças políticas que com isso só tem um interesse: desunir para mais fácil dominar.

Portanto aos "pobres" e aos "ricos" que fique claro que no conjunto da obra, nessa história não tem mocinho, todos somos bandidos, principalmente quando democraticamente selecionamos candidatos que em absolutamente nada acrescentam na melhoria da qualidade ambiental e de vida de nosso ambiente e sociedade.


Detalhe do lançamento de esgoto tanto da "comunidade" Alfa Barra na lagoa de Marapendi, como do "condomínio" da Muzema na lagoa da Tijuca - não tem mocinho nessa história e infelizmente nos igualamos sempre por baixo quando o assunto é ambiente!

Mario Moscatelli


Condomínio Alfabarra, Barra da Tijuca
Foto: Mário Moscatelli
Muzema, Jacarepaguá
Foto: Mário Moscatelli

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

SOBRE O PARQUE DAS BENESSES URBANÍSTICAS

Em 2014 - PARQUE DAS BENESSES URBANÍSTICAS GARANTE A PRIMEIRA: O BALNEÁRIO

Caros leitores,

A propósito de algumas declarações ocorridas durante a inauguração do famigerado Campo de Golfe dito Olímpico, na postagem cujo link está copiado abaixo constam análises sobre o mencionado novo parque, o chamado "Parque das Benesses Urbanísticas". Saibam porquê no primeiro artigo, publicado exatamente há três anos neste blog.


Reiteramos que o novo parque prometido não tem absolutamente nenhuma relação com a obra do Campo de Golfe construído em Área de Proteção Ambiental, levando à retirada de 450.000,00 m2 do Paraue Municipal Ecológico Marapendi e não de apenas 58.000,00 m2 como é sistematicamente repetido pelo sr. Prefeito do Rio nas reportagens veiculadas pela grande imprensa e em dossiê que foi apelidado "dossiê das falácias".

Além disso a também mencionada transferência de potencial construtivo acarretará o aumento do número de andares em diversos trechos da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, o que, evidentemente, não é informado ao público: fica nas entrelinhas das novas leis urbanísticas aprovadas.

Boa leitura.


Urbe CaRioca








Área retirada do Parque Municipal Ecológico Marapendi, reserva ambiental integrante da Área de Proteção Ambiental Marapendi, para a construção de um Campo de Golfe: aproximadamente 450.000,00 m², ou, 45 ha. 

Nessa medida está incluída a parte de 58.000,00 m² doada ao antigo Estado da Guanabara, portanto área já tornada pública e pertencente ao Parque.

A obrigação de que o empreendedor dos condomínios Riserva também passasse o restante da área para a Prefeitura, como parte do processo de licença de construção, foi dispensada, bem como o encargo de construir a Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, em mais benesses urbanísticas prejudiciais à cidade com a qual proprietários do terreno e construtores foram agraciados, entre outros favores, por exemplo, transferência de potencial construtivo e aumento de gabaritos de altura dos edifícios.


sábado, 21 de novembro de 2015

AS ÁRVORES E O BURGOMESTRE LENHADOR


Uma fábula urbano-carioca

Canagé Vilhena
Era uma vez um burgomestre que não gostava de árvores. No ano de 2015 ele comandava u’a mui leal e heroica cidade situada no Hemisfério Sul do mundo, fundada 450 anos antes por portugueses entre morros belíssimos que lembravam um pão-de-açúcar e a cara de um cão, às margens da também belíssima e então despoluída baía que banhava aquela terra maravilhosa com águas cristalinas.

Para atingir os objetivos políticos que almejava – comandar cada vez mais e mais reinos - o burgomestre queria realizar obras em toda a urbi, para que todos vissem suas realizações. Porém, para fazê-las, era necessário cortar muitas árvores. O único problema era que no Século XXI crescia a preocupação com o aquecimento do planeta, havia manifestações em defesa da natureza em toda a orbi, e cortar árvores só fazia a situação agravar-se muito!


Por ironia, o mesmo burgomestre, a esta altura já apelidado “O Lenhador”, desde 2013 dirigia um clã de grandes líderes aflitos, outros tantos burgomestres que se reuniam para resolver como impedir que a temperatura da Terra continuasse a aumentar devido às emissões de gases malvados e tóxicos que contribuíam para um calor cada vez mais insuportável. Assim, não ficaria bem o burgomestre sair por ali com seu machado cortando as poucas árvores que haviam sobrado da mata original depois do crescimento espetacular daquela urbi durante quatro séculos e meio.

Então o esperto homem teve uma ideia. Como a cidade havia sido escolhida para receber uma festa mundial em 2016, ele passou a dizer que tudo o que fazia era por uma nobre causa - a realização do tal eventoe que o burgo ficaria muito melhor depois das contendas nas arenas, baía e lagoas da terra que comandava, graças às obras. Por isso, de Norte a Sul e de Leste a Oeste, árvores foram ao chão, vegetação de restinga foi arrancada, manguezais foram destruídos, e até parques públicos foram mutilados.

Internet

Para ele mal não havia, pois tudo seria para a grande festa que uniria as gentes de todos os reinos - cabeças coroadas, mecenas, investidores, financiadores, e esportistas - em jogos mais do que vorazes. Disse ainda que mandara plantar muita grama e algumas plantinhas afirmando que compensariam a vegetação eliminada, estórias da carochinha incapazes de convencer o mais crédulo citadino pagador de impostos.



O que o esperto burgomestre não poderia imaginar é que a Mãe Natureza - que, como toda boa mãe, vinha lhe dando conselhos há tempos e ele ignorava – se zangara com tantas desfeitas. Sim, Mãe Natureza observava a destruição desde o início, pacientemente e sem reagir, pois sabia que o Criador de Tudo, que a havia criado e também todos os homens, dera a todos o livre arbítrio: nada havia a fazer.

Até que em uma madrugada chuvosa, passeando na cidade, ainda tão bela, Mãe Natureza viu algo que a fez se lembrar das queridas árvores que não mais viviam. Era uma outra árvore, enorme e iluminada, bela e estranha, colorida, nem verde nem florida, que flutuava na lagoa em forma de coração.

Então aquela força superior se decidiu: se o que levara séculos para fazer havia sido destruído sem dó pela mão dos homens, o que o homem moderno fizera em poucos meses também não ficaria de pé.

E soprou, soprou, soprou! Soprou com tanta força, que a árvore de ferro se dobrou, partiu-se em duas, e dela quase nada sobrou!

Foi assim que tudo se passou, e a fábula acabou.


FIM


A ventania da madrugada de sexta-feira derrubou parte da Árvore da Lagoa. Inauguração que seria no dia 28 foi adiada

Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia



NOTA: Nos últimos anos, entre tantas ações “Pra Olimpíada”, leis que permitiram o aumento desenfreado de índices construtivos e a alteração de índices urbanísticos, a abertura de novas linhas expressas voltadas para o modal BRT, medidas que tiveram como pano de fundo os Jogos e beneficiaram sobremaneira o mercado imobiliário, foram acompanhados de inúmeros desmatamentos das poucas áreas verdes que sobraram na Cidade do Rio de Janeiro. A destruição da Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas por ventania na madrugada de sexta-feira, 20 de novembro de 2015, levou à associação inevitável que deu origem a mais uma fábula urbano-carioca. Lamentamos a perda da Árvore da Lagoa, e das árvores de verdade ceifadas em nome das Olimpíadas.

Urbe CaRioca

MARINA DA GLÓRIA, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro
Foto: Valéria H. Goldfeld, 
09/01/2015

Alguns cortes de árvores e desmatamentos realizados sem cerimônia

Parque Municipal Ecológico Marapendi - GOLFE - MUITAS FACES, UMA SÓ MOEDA - EXTRA! EXTRA! PÃO DE AÇÚCAR SERÁ DEMOLIDO! - O CAMPO DE GOLFE DITO OLÍMPICO E A CORUJA-BURAQUEIRA -

Deodoro - NOTÍCIAS – 05/09/2013: Guaratiba, BRS, Zona Portuária, Santa Teresa e Deodoro

Floresta da Tijuca – desmatamento para construção de complexo comercial, centro de convenções e estacionamentos no antigo Hotel Paineiras - COMPLEXO PAINEIRAS - OUTRA OBRA POLÊMICA 'VAI-E-VOLTA'

Marina da Glória - MARINA DA GLÓRIA: LICENÇA PARA MATAR ÁRVORES, de Canagé Vilhena

Praça Nossa Senhora da Paz e Praça Antero de Quental – obras da Linha 1 do Metrô, apelidada de Linha 4.

Desmatamento para obras da Transcarioca causa preocupação na Barra da Tijuca - O Globo 08/10/2011



Moradores do Recreio se queixam da retirada de árvores paraobras do BRT - Jornal do Brasil on line  31/10/2014

Não à devastação ambiental na Ilha do Governador – abaixo-assinado pede que a Prefeitura pare a retirada de árvores na Ilha do Governador





quarta-feira, 18 de novembro de 2015

ADEUS, CINEMA LEBLON!


Cinema Leblon. Sem letreiro. Sem filme.
Foto: Urbe CaRioca, 16/11/2015


O Cinema Leblon, como existe desde 1951, não haverá mais. A construção protegida pela primeira Área de Proteção do Patrimônio Cultural da Zona Zul do Rio de Janeiro, a APAC – Leblon, foi “destombada” pelo Prefeito do Rio, em ação oposta a uma das promessas de campanha: manter as APACs. Um grave precedente.

É verdade que tombamento e preservação não garantem a permanência de atividades comerciais. Mas também é inegável que a manutenção das edificações permite que outras medidas colaborem para a longevidade daquelas ou de usos similares.

Coluna Gente Boa 18/11/2015
(...) As obras do novo complexo — que prevê a construção de um edifício de seis andares, três salas de cinema, livraria e restaurante — começam em janeiro.

No caso do Leblon, bairro detentor de um dos valores de m² mais caro na Cidade do Rio de Janeiro, o interesse do mercado imobiliário predominou e encontrou apoio na atual administração municipal, que desconsiderou pareceres técnicos contrários à construção de um edifício no local solicitada pelo Sinduscon-Rio.




Uma vez substituído o demolido o cinema por mais um prédio comercial como tantos existentes no bairro, o finado ponto de referência no bairro leva consigo a configuração formada pelas únicas quadras que mantém unidade volumétrica – trecho da Avenida Ataulfo de Paiva entre Ruas Carlos Góis e Cupertino Durão ladeado pelas duas esquinas adjacentes onde hoje os gabaritos de altura são baixos. É o único trecho interno do Leblon banhado com mais intensidade pela luz do Rio de Janeiro. De resto, só a orla.

Não há mais o que fazer além de lamentar a pequenez de quem deveria zelar pelo Rio, e registrar as idas e vindas de uma verdadeira chanchada urbano-carioca, possivelmente fruto de UM "BRAINSTORM" NO ESCURO.

Restam-nos as orquídeas, preservadas com carinho pelos porteiros leblonenses. Toda a saga em ordem cronológica está no final desta postagem.

Urbe CaRioca


Cinema Leblon. Inauguração. 1951. Com letreiro. Com filme.
Internet


Artigos e análises neste blog

 
Leblon, Rio de Janeiro - Foto: O Globo

ILHA DO GOVERNADOR – AUDIÊNCIA PÚBLICA HOJE E ARTIGO DE SONIA RABELLO

Audiência Pública do PEU (PROJETO DE REESTRUTURAÇÃO URBANA) PEU DAS ILHAS DO GOVERNADOR E FUNDÃO no dia 18/11/2015 (quarta - feira) às 19:00 na Sub Prefeitura da Ilha (Rua Orcadas, S/No. – Moneró, atrás do Shopping Ilha Plaza).

Zoneamento proposto para a Ilha do Governador pelo Projeto de Lei Complementar nº 107/2015
Crédito: Felipe Prodoscini


Hoje, 18/11/2015, à noite, haverá mais uma Audiência Pública sobre a proposta para mudar as normas de uso e ocupação do solo na Ilha do Governador.

O tema tem sido tratado neste blog desde setembro/2013 com ILHA DO GOVERNADOR - ATENÇÃO, PILOTOS! PEU À VISTA!

No último mês de junho extraímos - do texto amplo e complexo - alguns pontos relacionados apenas a índices urbanísticos, listados em A ILHA DO GOVERNADOR E A LEI URBANÍSTICA DO PREFEITO:


O Zoneamento vigente desde 1979 (alteração do Decreto nº 322/76) será modificado.


A construção e doação de escolas obrigatórias em alguns casos poderá ser substituída por pagamento à Prefeitura em espécie.


Ilha de Bom Jesus, na Cidade Universitária, que foi objeto de concessão para a General Electric, passa a ser regida pelas novas normas.


Art. 70. Nos terrenos em aclive ou declive, o número de pavimentos das edificações serão computados a partir do piso do pavimento da edificação ao nível do acesso (atualmente os andares situados abaixo do nível da rua são contados no gabarito).


Art. 71. Nos terrenos em aclive, quando, devido às condições topográficas do terreno, não for possível a implantação da edificação ao nível do logradouro, os acessos verticais entre o nível do logradouro e o do primeiro pavimento da edificação, não serão computados para efeito do número de pavimentos e da altura da edificação.


Cria duas Zonas de Conservação Ambiental e estabelece índices construtivos para a ZCA-2 do Jequiá (cf. Área de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana - APARU Jequiá); a AEIS da Colônia de Pescadores Z-10, deverá ser objeto de estudos efetuados pelos órgãos gestores de urbanismo, meio ambiente e habitação para definição de parâmetros de uso e ocupação.


Em algumas Zonas será permitida a construção de prédios com altura de 30.00 metros, ou seja, equivalente a 10 andares, observado o cone de aproximação do Aeroporto (Zona de Uso Misto – ZUM e Zona Comercial e de Serviços ZCS – 3).


Além dos posts listados a seguir, sugerimos a leitura do artigo da jurista Sonia Rabello Legislação Urbanística no Rio: caso do PEU da ILHA publicado ontem no site A Sociedade em Busca do seu Direito que instiga e trata do tema em profundidade especialmente quanto à tramitação do projeto de lei complementar e algumas formalidades não cumpridas.


Boa leitura.

Urbe CaRioca



Internet

21/10/2013  - PEU DA ILHA DO GOVERNADOR – AUDIÊNCIA PÚBLICA DIA 22/10/2015

14/09/2015 - PEU DA ILHA DO GOVERNADOR, MAIS UM DESASTRE URBANÍSTICO À VISTA, de Canagé Vilhena

17/07/2015 A LÓGICA DO DESENVOLVIMENTO E SEUS EFEITOS COLATERAIS: O CASO DO PEU DA ILHA DO GOVERNADOR, de Allan Marchione

29/06/2015 PEU ILHA DO GOVERNADOR – EMENDAS DO EXECUTIVO E NOVOS COMENTÁRIOS

 

16/06/2015 ILHA DO GOVERNADOR, AUDIÊNCIA PÚBLICA SEM PREFEITURA